07 de julho de 2026
Geral

Campanha salarial

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Sindicato dos Ferroviários de Bauru opta pelo dissídio coletivo

Texto: Patrícia Zamboni

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Paulista realizou, nesta quarta-feira, em Bauru, a primeira de uma série de quatro assembléias que irão definir os rumos das negociações coletivas com a diretoria da Ferrovias Bandeirantes S/A (Ferroban). Os trabalhadores estão reivindicando um reajuste salarial de 13,27%. De acordo com o presidente do Sindicato, Waldemar Raffa, entre as três opções levantadas pela categoria para resolver o impasse dos funcionários da Ferroban - diante da proposta apresentada pela empresa -, a escolhida foi o dissídio coletivo. A primeira assembléia reuniu os trabalhadores de Bauru. Para ontem estava previsto este mesmo evento entre os trabalhadores no sindicato de Araraquara; hoje a assembléia está marcada para ser realizada em Rio Claro e, na segunda-feira, em Campinas.

De acordo com Raffa, o sindicato apresentou à Ferroban uma pauta contendo 56 reivindicaçãoes, extraídas de assembléias realizadas no ano passado. Dessas 56, as reivindicações econômicas ficaram para o final das negociações. Segundo Raffa, mais de 36 foram concensadas, e as outras não foram aceitas pela Ferroban. De acordo com informações do presidente do sindicato, a reposição salarial não foi aceita pela diretoria da empresa, que ofereceu, em lugar disso, um abono de R$ 700,00 para cada funcionário, que seria pago em duas vezes: R$ 200,00 em fevereiro e R$ 500,00 em setembro.

"Nós tínhamos três alternativas. A primeira era aceitar o acordo, a segunda era partir para o dissídio coletivo e a terceira seria a greve. Aceitar o acordo foi descartado por todos os trabalhadores. Quanto à greve, decidimos que fazer uma agora não seria conveniente. Então, os trabalhadores de Bauru decidiram pelo dissídio. Mas os demais Sindicatos dos Ferroviários da malha paulista também estão realizando assembléias, e a posição final será definida após o encerramento das quatro assembléias", informa Waldemar Raffa, que considera

"indecente" a proposta da Ferroban.

Está programado para 22 deste mês o término dessa série de assembléias, e após isso será feita uma reunião para saber o resultado de todas. "As decisões serão individuais. Aqueles sindicatos que optarem pelo acordo, assinarão no dia 23 com a empresa. Ao que me consta até agora, a base ferroviária descartou a possibilidade de greve, pelo menos por enqüanto", diz Raffa. Das quatro assembléias que serão realizadas até o início da próxima semana, irá prevalecer a decisão que for adotada pelo maior número de sindicatos.