Justiça apreende 25 ônibus da ECCB
Texto: Nélson Gonçalves
A Justiça fez a retenção de 25 ônibus da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) por falta de pagamento em relação ao banco BCN de Bauru. A apreensão foi realizada na semana passada. A ECCB não contestou na ação judicial o pedido de apreensão dos ônibus e aceitou a entrega dos bens como forma de resolver a pendência. A agência financiadora tinha os bens relacionados em alienação fiduciária no contrato.
Como a ECCB não conseguiu cumprir as obrigações no contrato o Banco de Crédito Nacional (BCN) solicitou a busca e apreensão para garantir a operação. Os 25 ônibus ficaram no pátio da empresa, nomeada fiel depositária. A decisão é do juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró. O advogado do banco é Paulo Roberto Tupy de Aguiar.
Com a apreensão de mais 25 veículos, entre outras que ocorreram nos últimos meses em relação
à ECCB, se complica ainda mais a situação perante a autorização de operação no transporte coletivo urbano. A Prefeitura Municipal de Bauru está buscando informações sobre a real participação da família Quaggio no quadro administrativo da empresa para tomar providências. O caso está com o secretário dos Negócios Jurídicos, Luiz Pegoraro.
O Poder Público está sendo cobrado a verificar a situação da ECCB em função de confirmação, pela própria empresa, de que um sócio de fora da cidade (Baltazar José de Souza) investiu na empresa. A informação é que o empresário já investiu o suficiente para ser considerado o novo dono da ECCB, com a família Quaggio ficando com a parte minoritária. Em um contrato de gaveta, de dezembro de 98, consta que os empresários sócios de Baltazar José de Souza adquiriram 80 ônibus da ECCB ou 29 linhas.
Além disso, as empresas de Baltazar José de Souza também aparecem como as pagadoras da primeira parcela da concordata preventiva, num total de R$ 460 mil. A ECCB tem folha de pagamento próxima de R$ 900 mil por mês, com os encargos sociais, e aproximadamente 900 funcionários para uma receita média mensal de R$ 1,3 milhão. A empresa tem até novembro deste ano o direito de explorar o transporte coletivo urbano da cidade.