08 de julho de 2026
Geral

Mototáxi

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Nilson adia fiscalização dos mototáxi

Texto: Paulo Toledo

Os mototaxistas não regulamentados conseguiram uma importante vitória, ontem, com o adiamento, pelo menos, até terça-feira, da efetiva entrada em vigor da regulamentação do serviço de Mototáxi. No final da tarde de ontem, o prefeito Nilson Costa (PPS), 70 anos, conversou com uma comissão de mototaxistas e, cedendo à pressão, concordou em esperar até segunda-feira, para que haja mais uma rodada de negociações entre os descontentes, que querem a redução de várias exigências e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Os mototaxistas fizeram uma passeata, saindo do Fórum, até a Prefeitura. Acompanhada do vereador José Carlos Pereira Batata (PT), uma comissão foi recebida pelo chefe de gabinete, Darci da Luz, que ouviu as reivindicações, mas não havia dado qualquer resposta. Porém, antes da saída, os profissionais, que já ameaçavam acampar em frente à Prefeitura, a partir de hoje, encontraram o prefeito, que saia do elevador, vindo de uma visita a obras junto com o presidente do Departamento de Águas e Esgoto

(DAE), Flávio Uchoa, e fizeram o pedido do adiamento, alegando que apenas 50 mototaxistas conseguiram cumprir integralmente às exigências do decreto de regulamentação.

Diante disso, Nilson Costa disse que queria conversar com mais calma com o presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, e resolveu conceder o prazo, até segunda-feira, para uma nova rodada de negociações. Madureira foi avisado por telefone celular da decisão e, convocado ao gabinete para a realização de uma reunião.

Nilson Costa desceu até a frente da Prefeitura para comunicar aos cerca de 60 mototaxistas presentes a decisão. Com isso, a fiscalização acertada entre a Emdurb e a Polícia Militar vai ficar suspensa, por enquanto.

Patrícia Lopes da Silva, 20 anos, uma das líderes dos não-regulamentados, disse que as principais reivindicações são o fim de exigências como: pintura das motos, bases, a exigência de escolaridade, alvará, o seguro obrigatório, entre outras coisas. Os profissionais alegam que é inviável cumprir todas.

Ela disse que a categoria não é contra a regulamentação em si, mas contra o formato que foi colocado. Patrícia cita os exemplos de Marília, Lins e Assis, cidades nas quais tudo é mais fácil. A padronização, ela diz, é apenas uma capa no tanque da máquina, capacete pintado e placa vermelha.

Nilson Costa disse que o prazo concedido servirá para que sejam comprovados os fatos e números colocados pelos não-regulamentados. Ele disse que a intenção é conduzir o assunto através do diálogo, para que se alcance o melhor resultado para todos. "Agora, não podemos adiar indefinidamente a implantação do mototáxi, caso contrário a cidade continuará com o caos no trânsito neste setor. Acredito que vamos chegar num bom-senso. A administração não está aí para exigir coisas impossíveis, mas também não podemos atender a 100% daqueles que querem exercer a profissão", afirmou.

Apesar do assunto estar sendo discutido há mais de um ano, o prefeito disse que será traçada uma linha divisória, na qual serão fixados os índice de regulamentação desejáveis para todos - mototaxistas, usuário e sociedade.

Joaquim Madureira disse que 280 mototaxistas já estão com alvará e com autorização provisória na mão. Segundo ele, 50 ainda devem regularizar alguns itens. Quanto a pintura das motos, segundo ele, há um prazo até junho para quem está com todos os outros itens de acordo. Para o presidente da Emdurb, a competência para fazer mudanças no decreto de regulamentação

é do prefeito.

Esta não foi a primeira vez que Nilson Costa concordou em adiar a entrada em vigor da regulamentação. Porém, na última vez, a única coisa que mudou foi o prazo, pois as exigências continuaram as mesmas, desagradando os não-regulamentados que, agora, voltaram à carga.