07 de julho de 2026
Geral

Unimed

Josefa Cunha
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Hospital da Unimed diz que déficit não terá reflexos em planos de saúde

Texto: Josefa Cunha

A possibilidade de a Unimed ter que investir no seu hospital para amenizar a situação deficitária do caixa não trará reflexos para os usuários dos planos de saúde da empresa. A garantia é do médico Wagner Monteiro Cardoso, diretor financeiro da Sociedade Bauruense de Medicina (Sobame), órgão que administra o Hospital da Unimed. Ele afirma que eventuais recursos a serem aplicados na unidade hospitalar sairão de fontes específicas, sem qualquer prejuízo à receita da Unimed.

Cardoso admite que o hospital trabalha no vermelho desde que foi inaugurado, em outubro do ano passado, mas ressalva que as expectativas de lucro nunca foram a curto prazo. "Nossa previsão de retorno é para daqui a dois anos, porque nenhum hospital com menos de 100 leitos em operação é lucrativo. O Hospital da Unimed trabalha hoje com 60 leitos, mas após concluída a segunda etapa do projeto - a qual prevê a construção de centro cirúrgico geral, UTI e ampliação de mais de 100% dos leitos - a situação será outra. Temos apoio logístico para 160 leitos e tenho certeza de que seremos o melhor da região dentro de dois anos", enfatizou.

Segundo Cardoso, existem três alternativas para a cobertura do déficit de aproximadamente R$ 150 mil que o hospital vem amargando mensalmente. Em caráter de empréstimo, haveriam duas possibilidades: lançar mão dos recursos do Fundo Gestor da Unimed Bauru ou da linha de crédito oferecida pela Federação das Unimed. Outra solução, essa sem necessidade de empréstimos externos, seria aumentar as cotas-partes dos médicos associados à Sobame, opção essa que exigiria o investimento pessoal de cada um - nos bastidores, sabe-se que essa alternativa sofre resistência.

Quaisquer das possibilidades, entretanto, não seriam impostas. Cardoso explica que a Sobame, que agrega 342 dos 580 médicos credenciados à Unimed, convocará seus associados para a deliberação do melhor caminho. Se a alternativa fosse pela utilização do Fundo Gestor da Unimed, o hospital passaria, na prática, à administração direta da empresa. Isso vale dizer que os 580 profissionais credenciados assumiriam o controle do estabelecimento.

De uma maneira ou de outra, assegura Cardoso, o problema será equacionado. O fechamento do hospital, hipótese também ventilada nos bastidores, estaria fora de questão. "Nós sabemos que existem grupos (de médicos) torcendo para que o hospital não vá para frente, mas isso está completamente descartado. Como já disse, dentro de dois anos seremos o melhor hospital da região em termos de estrutura e especialidades médicas", reforçou.