08 de julho de 2026
Geral

Investigação

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Assalto a casa de comerciante é esclarecido no mesmo dia

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Policiais do Tático-4 identificaram e localizaram quatro dos cinco acusados de estarem envolvidos no assalto a uma residência localizada na Vila Zillo. A empregada, que inicialmente se passou como vítima, admitiu à polícia ter fornecido a localização dos objetos dentro da casa. Os ladrões levaram dólares, jóias, filmadora e bijuterias.

O assalto aconteceu na manhã de quarta-feira, na quadra 2 da rua Onok Figueira, residência do comerciante Cássio Nunes de Carvalho. Dois homens encapuzados e armados teriam entrado no imóvel, através do muro dos fundos. A dupla teria rendido a empregada, Eliza F. B. da Silva, ameaçada-a de morte e deixada-a amarrada a uma cadeira.

Com as características dos autores do roubo, fornecidas por um menor que foi encontrado com um anel da proprietária da residência, os policiais chegaram até um dos acusados do roubo, Márcio Pereira de Castro, 20 anos, conhecido por "Marcinho".

Durante as buscas, os policiais descobriram que os assaltantes iriam se reunir em um bar do Jardim Europa, no início da tarde do mesmo dia, para repartir as mercadorias furtadas. No horário marcado, a polícia fez um cerco no bar e conseguiu deter "Marcinho" e seu primo, Givanildo Ramos Lopes, mais conhecido por "Bronco", que saiu da cadeia havia 15 dias, e também é acusado de ter participado do roubo.

Eles contaram aos policiais que a empregada do comerciante teria sido a pessoa que forneceu informações sobre a rotina da casa. Então, os policiais foram para a casa da empregada, onde encontraram o amásio dela, Ricardo Prado Barbosa, 18 anos, conhecido por "Pistolinha".

Quando Eliza Silva percebeu que a equipe do Tático, formada pelo sargento Tenório e soldados J. Luiz, Da Cruz e Nazarine, estava sabendo do esquema, resolveu abrir o jogo. "Ela contou que há uma semana seu companheiro estava planejando o assalto", disseram os policiais. A mulher teria confessado que ela mesma forneceu o lençol para os acusados amarrá-la na cadeira. Ela teria desmentido que os assaltantes estivessem armados.

Os quatro acabaram confessando onde estavam os objetos roubados da residência do comerciante. Foram recuperados uma filmadora, parte das jóias, bijuterias e R$ 130,00 em dinheiro. A filmadora foi encontrada em um matagal do Jardim América e as jóias e bijuterias em um matagal da Vila Zillo. Os dólares, segundo os quatro, foram passados para um outro marginal.

Investigações

Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), delegado J.J. Cardia, uma equipe de investigação já está cuidando do caso. "Eles trabalham para identificar a pessoa que ficou com os dólares e o restante das jóias, além do receptador", disse.

Segundo o delegado, se o caso não ficar totalmente esclarecido, será pedida a prisão temporária dos envolvidos.

"Se ficar esclarecido, eles responderão o inquérito em liberdade, uma vez que foram presos fora do estado de flagrância", explicou.

"Quem planejou foi meu marido"

A empregada Eliza F. B. da Silva, 27 anos, foi ouvida ontem na Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Em seu depoimento, ela incrimina seu amásio pelo crime. "Foi ele quem planejou tudo. Os outros são conhecidos dele. Eu não os conheço", disse à polícia.

Ela contou que ficou com medo de impedir o assalto e ser morta.

"Não contei para minha patroa porque meu marido disse que "cagüeta" merece morrer. Depois que tudo acabou, chamei um vizinho e pedi socorro", revelou a empregada.

Eliza lembrou que trabalhava havia três anos na residência. Na delegacia, ela não admitiu que tivesse fornecido o lençol para ser amarrada. O marido dela teria ficado próximo da casa, aguardando o crime ser consumado, depois teria ido trabalhar, como se nada tivesse acontecido.