08 de julho de 2026
Geral

Valorização imobiliária

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Camélias e Flamboyants valorizaram a região

Quem comprou imóvel na região do Jardim Marambá há mais de dez anos já deve ter percebido que fez um ótimo negócio. Em uma década, a região passou de periferia à minicidade, com comércio variado e forte e de grande valorização imobiliária.

Só o residencial Parque das Camélias, construído na década de 80, possui 40 prédios de quatro andares cada um, tendo um total de 640 apartamentos. Já o Flamboyants tem 46 edifícios, com um total de 736 unidades. A chegada dos novos moradores para dos dois residenciais, na mesma época, motivou o estabelecimento de comércios, serviços, escolas e até a abertura de novas vias de acesso.

Com isso, o valor imobiliário da região aumentou significativamete. Na década de 90, mais quatro condomínios foram construídos próximo do Camélias e do Flamboyants, acentuando a tendência da verticalização, pois são prédios de torres altas.

O número de andares, quatro no Camélias e no Flamboyants, passou para nove nos residenciais Vila Verde e Vila Grená. Cada residencial possui seis edifícios com 192 apartamentos, enquanto que o Resedás tem dois edifícios com 64 unidades e o Monte Castelo sete blocos com 224 apartamentos, ambos com oito andares.

Escolas estaduais e particulares, como as de línguas estrangeiras, igrejas e até uma danceteria para adolescentes foram instaladas na região dos novos residenciais. Isso tudo proporciona aos moradores mais comodidade.

De acordo com a presidente da Associação de Moradores do Parque das Camélias, Jaqueline Angele Didier Negreiros, os moradores não têm reclamações sobre o bairro porque existe toda a infra-estrutura necessária.

"Temos tudo o que precisamos dentro do residencial", ressalta.

Os terrenos tiveram muita valorização extraordinária. Há dez anos podia-se comprar terrenos na região do Marambá por R$ 20,00 a R$ 30,00 o metro quadrado, segundo o presidente da Associação das Administrações e Corretoras de Imóveis de Bauru, José Martinho Teixeira da Silva. Hoje, o preço do metro quadrado da região chega a R$ 80,00.

A valorização ocorreu devido ao crescimento da região, por causa do fácil acesso e do surgimento do comércio.

"Com o asfalto, vários estabelecimentos comerciais foram construídos. Mesmo assim, o número de estabelecimentos no bairro é insuficiente para a demanda", afirma Martinho.

De fazendas a uma minicidade. É assim que muitos moradores explicam o crescimento da região. Alguns contam que há dez anos, para se chegar à região onde hoje fica o Camélias e o Flamboyants, só existiam acessos por ruas de terra.

A principal avenida do bairro, a Orlando Ranieri, que separa o Jardim Cruzeiro do Sul do Jardim Marambá, reúne lojas em geral, padarias, restaurantes, floricultura e até academias. Além disso, a segurança é um outro fator que torna a região privilegiada. Dentro dos residenciais, os moradores sentem-se protegidos; as crianças podem e brincar à vontade nos playgrounds, sem que os pais tenham grandes preocupações.

A especulação imobiliária fez o preço dos terrenos na região "saltar", mas há pessoas que compraram apartamentos através de financiamento e que, apesar da valorização do imóvel, reclamam dos valores das prestações. O aposentado Alfredo Rosa, 73 anos, que veio de Ilhéus (BA) para morar em Bauru está satisfeito em morar no condomínio. "Em dez meses quito o apartamento e fico livre das mensalidades. Não me mudo daqui porque gosto da segurança e do ambiente agradável", finaliza.

Marambá e São Jorge contrastam na região que possui muitos condomínios

Contrastando com o Parque das Camélias, Flamboyants e os mais novos residenciais, todos seguindo a tendência da verticalização, está o Jardim Marambá: o bairro é predominantemente de casas térreas. Fundado em 1957, o Jardim Marambá foi ganhando infra-estrutura ao longo dos anos, mas a parte baixa do bairro ainda não tem pavimentação.

As áreas verdes e de lazer, como na maioria dos bairros de Bauru, são poucas. De acordo com Segundo o professor de Arquitetura e Urbanismo da Unesp, José Xaides de Sampaio, as duas praças que existem no Marambá são poucas para a população local.

A principal reclamação dos adolescentes do bairro

é a falta de praças. O grupo de amigas Elaine Peraci, 12 anos, Bruna Pereira Ferreira, 11 anos, Natali Catosso de Souza, 12 anos, e Patrícia Bene Ferreira dos Santos, 13 anos, gosta de andar de bicicleta pelo bairro, mas sente a falta de

áreas verdes para lazer. "As duas únicas praças que existem estão abandonadas - uma nem banco tem mais e a outra só tem mato. Queremos uma praça limpa e bonita para podermos passear nela aos finais de semana", reivindica Natali.

Em contrapartida, não falta comércio e serviços. Instituições que atendem toda a cidade, como o Sebrae, também estão instaladas na região do Marambá.