07 de julho de 2026
Geral

Desfile

Redação
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Chuva quase adia desfile no Sambódromo

A chuva que caiu na noite de ontem por pouco não adia o desfile das escolas de samba no Sambódromo de Bauru. A decisão a favor da realização do Carnaval saiu após longas e acirradas discussões entre seus realizadores, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC), a Liga das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas (Lesec) e os presidentes das escolas. Enquanto algumas escolas eram contra à realização do desfile, alegando falta de público e segurança para os passistas e destaques dos carros alegóricos, a SMC alegava que seria inviável a renovação dos contratos com equipe de som e estrutura do Sambódromo para mais um dia de desfile. A Polícia Militar também afirmou que não seria possível deslocar para o Sambódromo o mesmo efetivo de 180 homens em caso de adiamento, já que no período de Carnaval ficam suspensas as férias da corporação e um remanejamento nas folgas estaria fora de cogitação. A indecisão fez com que o desfile começasse com quase duas horas de atraso, por volta das 22 horas, com a entrada da escola de samba Azulão do Morro na passarela.

Por decisão tomada em conjunto, o desfile de ontem não contou pontos, fazendo do segundo dia, um desfile-exibição. Para se apurar a campeã, ficam valendo apenas as notas do domingo. Ficou também decidido que a verba para as escolas no Carnaval do ano que vem será proporcional ao número de componentes contabilizados em 1998. Apenas no caso da Azulão do Morro, que desfilou pela primeira vez como escola de samba este ano, deve ficar valendo a contagem da noite de domingo, porém, a questão ainda não foi resolvida e provavelmente ainda vai causar muita polêmica entre as escolas. Outra questão que ainda ficou em aberto é quanto ao rebaixamento das escolas. Segundo o regulamento, duas delas seriam rebaixadas. O vice-presidente da Mocidade, Ricardo Carrijo, e o presidente da Lesec, Avelino de Souza, protagonizaram uma discussão acalorada durante a reunião. Souza não queria aceitar Carrijo como representante da escola. "Ele (Carrijo) não tem representatividade para falar. E só aparece no dia do Carnaval por questões políticas". O vice-presidente da escola rebateu dizendo que o atraso de ontem foi causado pela falta de "profissionalismo" de Avelino. O presidente da Lesec chegou atrasado à reunião. "A Mocidade está indignada. O Carnaval de Bauru merece ser tratado com mais respeito", disse Carrijo. (RP/FA)