Mães reclamam da falta de estrutura da Emei na V. Tecnológica
Texto: Rita de Cássia Cornélio
Mães de alunos da Emei Gilda dos Santos Improta/Vila Tecnológica estão pedindo mais atenção da prefeitura. Elas querem que o prédio que abriga o Núcleo de Difusão Cultural João Correia das Neves seja transferido para a Emei e vice-versa. Elas alegam que o núcleo é pouco usado e que falta espaço na Emei. "Só no período noturno é que tem aula de ginástica." As duas classes de pré-escola estão funcionando no Núcleo de Difusão. Mas, a falta de segurança está assustando os pais.
A sala ocupada pela pré-escola era reservada para a oficina de música, que segundo as mães não é usada. "As crianças estão tendo aula aqui. Porém, falta segurança. Ontem, alguém entrou pela janela e quebrou o cadeado do armário que continha o material utilizado pela criança. Pegou as pastas e levou muito material escolar dos alunos."
Cadernos, cola, lápis, borracha e estojos foram levados pelos ladrões que, usaram uma faca para quebrar o cadeado. As mães frisam que muitas não terão como repor o material. "Tem mãe que nem pagou o material da criança e agora os ladrões levaram".
As duas classes de pré-escola funcionam na mesma sala e no mesmo período. "Quando uma turma está na sala, a outra, vai para o parquinho da Emei. Todas têm que atravessar a rua." A situação é mais grave quando o assunto é a saúde das crianças.
"No Núcleo de Difusão tem um banheiro só. Os motoristas de ônibus, as pessoas que frequentam o núcleo e as crianças usam o mesmo banheiro."
A ampliação da Emei é uma necessidade urgente, alegam as mães. "A Emei não tem mais vagas. Este ano ficou mais de 30 crianças na lista de espera." Segundo elas, o prédio ocupado pela Emei é muito acanhado.
A falta de atenção da prefeitura, de acordo com as reclamantes, pode ser vista na entrada do Núcleo de Difusão. "Isso aqui era um jardim. Está um matagal só. Nós já reclamamos na prefeitura, mas ninguém dá atenção."
As mães reclamam que no bairro há pessoas violentas.
"Nós temos medo. A polícia não passa por aqui. Já pedimos um posto policial, mas não fomos atendidas."
Emei do Jardim Pagani é interditada
Texto: Adriana Rota/Fabiana Teófilo
A Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Dorival Teixeira Godoy, localizada no Jardim Pagani, foi interditada depois de um acordo entre as secretarias municipais de Educação e de Obras. Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, confirmadas mais tarde pela Educação, o prédio colocava em risco a vida dos alunos, professores e funcionários.
A diretora da Emei, Cibele Apolônio, realizou uma reunião com os pais que concordaram em transferir as 120 crianças do jardim I e pré para a Emei Edna Kamela Faina, no Jardim Vista Alegre. Os menores, do maternal, vão aguardar uma solução da Prefeitura para decidir o local onde poderão ser atendidos.
A secretária da Educação, Isabel Algodoal, informou, através da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que a reconstrução da Emei está em licitação, mas não sabe por quanto tempo a escola deverá ficar interditada.
A diretora da Emei do Vista Alegre, Rosemary Terezinha Paixão de Oliveira, disse estar atendendo todos os pais que estão procurando vagas para os filhos, pelo menos até o momento. Ela disse, ainda, que até o próximo dia 18 saberá exatamente quantos alunos devem ficar na escola e, sobrando vagas, atenderá mais crianças da Emei do Jardim Pagani.
A diretora Cibele levou o material disponível na escola do Jardim Pagani para a outra Emei, do Vista Alegre, e as professoras também foram transferidas.
Mais tarde, em entrevista à redação, a própria secretária explicou o problema: a Emei teria sido instalada há mais de dez anos num local inapropriado, uma espécie de porão que, apesar disso, até então não colocava em risco a integridade física de alunos, professores e funcionários. As últimas chuvas, no entanto, agravaram a situação, especialmente de umidade.
Algodoal informou que, no início do ano passado, quando assumiu, a escola foi uma das prioridades. Um laudo da Secretaria de obras teria constatado que não era possível fazer ampliação ou reforma, pelo fato de o imóvel estar localizado abaixo do nível da rua. Seria necessária, então, uma transferência de local.
A partir daí, segundo informou, seguiu-se o trâmite legal dentro da Prefeitura para obtenção de novo prédio: secretarias do Planejamento (Seplan), Finanças, Departamento de Administração Municipal (DAM), dentre outros setores. "O problema, no início, é que ninguém queria vender para a Prefeitura", disse, referindo-se
à falta de credibilidade decorrente do episódio pós-denúncias contra Izzo Filho. Para a secretária, não houve problema de burocracia nesse meio-tempo.
"A parte da Educação já havia sido feita. Estou pedindo um levantamento que inclua desde o primeiro ofício para mostrar que não foi falta de planejamento como falaram. Foi uma intercorrência. A Secretaria pode pecar por excesso, mas nunca por omissão. A impresso é que, como é ano político, existem vereadores e muita gente que quer dar uma agitada na situação", atirou.
A secretária garantiu que as crianças do maternal, que estão sem aulas há cerca de uma semana, vão repor os dias, provavelmente durante as férias de julho, sem que haja perda pedagógica. Ela questiona as especulações referentes às dificuldades dos pais que não teriam com quem deixar as crianças neste período. "Como eles fazem nas férias? E em um dos períodos do dia, já que elas não ficam o tempo todo na escola?". A Secretaria tentou, segundo sua titular, encontrar um espaço disponível no bairro, o que não foi possível.
Outras Emeis
A reportagem do JC consultou, ontem à tarde, dez das 45 Emeis dos diferentes bairros da cidade para saber se havia reclamações de alguma natureza. A maior parte delas reclamou das ruas de acesso, que, em dias de chuva intensa, impedem a entrada das crianças ou causa situações vexatórias, como tombos; terrenos baldios nas imediações, muitos com acúmulo de lixo, também preocupam pais e funcionários; falta de poda da área verde, diferente da capinagem, trabalho feito pela Prefeitura no início do ano, segundo os entrevistados (embora em alguns locais, em virtude das chuvas, o mato tenha voltado a crescer); falta de verbas para compra de equipamentos e feitura de melhorias, que exigem realização de campanhas ou arrecadação de dinheiro entre os pais.
E o mais grave: em duas delas, falou-se sobre não-recebimento de materiais de limpeza desde meados do ano passado, uma situação que atingiria também outras Emeis, segundo informaram os entrevistados, pedindo sigilo de seus nomes. Em uma destas, a falta de material didático está sendo outra séria dificuldade enfrentada.