07 de julho de 2026
Geral

Reajuste salarial

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Lima quer propor mínimo de R$ 200,00

O deputado federal Paulo Lima (PMDB), na qualidade de presidente da Comissão Especial da Câmara que estuda o reajuste do salário mínimo, anunciou esta semana que irá propor ao presidente Fernando Henrique e ao ministro Pedro Malan a elevação do mínimo para R$ 200,00, num aumento que representaria pouco mais de 47%. Lima afirma que tem procurado ouvir vários segmentos da sociedade para que o debate sobre o assunto alcance a amplitude merecida.

Em recente viagem ao Rio de Janeiro, o deputado peemedebista esteve reunido com representantes da Confederação Brasileira dos Aposentados para "buscar uma solução equilibrada para a questão".

Também destacou que se o salário mínimo é importante para as regiões Sul e Sudeste, para o Norte e Nordeste ele é fundamental, principalmente no que se refere aos trabalhadores da zona rural.

Segundo dados obtidos pelo parlamentar em reuniões com integrantes da Unicamp, Dieese e Fundação Getúlio Vargas, "a cada 10% de aumento do salário mínimo, ou seja, R$ 13,60, diminui a linha de pobreza e miséria em 4,8% de brasileiros". Esses órgãos também informaram que esse universo de pessoas consome apenas produtos nacionais, valendo dizer que o aumento do poder aquisitivo aumentaria o movimento da indústria e comércio. "O aumento do consumo leva à geração de empregos e reflete positivamente na produção de produtos nacionais e na arrecadação de impostos", raciocina.

De acordo com Lima, a discussão do salário mínimo esbarra, invariavelmente, na questão da Previdência.

"Não vamos nos limitar a propor um mínimo de R$ 200,00, mas também apontar caminhos para que se busque fontes para esse investimento", frisou. Nesse sentido, o deputado citou três das várias alternativas possíveis para a elevação do mínimo sem que haja comprometimento da saúde financeira da Previdência. "Só no ano passado, o governo pagou R$ 100 bilhões de juros da dívida interna. A cada 1% que se diminui dessa dívida, significa uma economia imediata de R$ 800 milhões. A outra fonte viável é o que se pode receber das empresas que foram privatizadas como a Vale do Rio Doce, Siderúrgica Nacional, entre outras, mas o governo insiste em continuar com a mesma quantidade de ações dentro de cada empresa. Outro exemplo também são os bancos que já usaram quase US$ 60 bilhões das reservas internas do País para a manutenção do sistema financeiro. Eu acho mais do que justo que essas instituições contribuam agora com os aposentados", opinou.

Sobre a expectativa do encontro que terá com FHC e Malan, Lima afirmou que pretende "sensibilizar o presidente e o ministro para a urgência dessa medida como forma de se diminuir a pobreza e a miséria no Brasil. O combate à miséria e a melhoria da qualidade de vida do aposentado, que deu uma vida de trabalho para o País, têm que ser prioridade nesse momento, como uma meta social a ser alcançada. No meu entender, esta decisão fará, sem dúvida, justiça social", discursou.