07 de julho de 2026
Geral

Aviação

Redação
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Brasília pode ser feito em Botucatu

Avião turbo-hélice Brasília poderá ser fabricado em Botucatu e para isso ampliação de aeroporto já estaria garantida

A Indústria Aeronáutica Neiva, de Botucatu, subsidiária da Embraer, pode começar a fabricar, ainda neste semestre, o modelo Brasília, turbo-hélice regional, responsável por absorver, em sua categoria, 30% do mercado mundial, além de estar presente em mais de 15 países. A linha de gabaritos do modelo, onde são montadas as peças do avião, já estaria sendo transferida da sede da Embraer, em São José dos Campos, para Botucatu. Mais de 70% do total do equipamentos já estariam instalados em galpões da empresa, no Aeroporto Estadual Tancredo Neves.

Recentemente o prefeito de Botucatu, Pedro Losi Neto, acompanhado pelos assessores Marcos Baptista dos Santos, José Antonio Dorini e Renato Rezende, foram recepcionados pelo vice-presidente industrial da Embraer, engenheiro Satochi Yokota, pelo diretor da Neiva, Paulo Urbanavicius, e pelo assessor de Relações Públicas da empresa de São José dos Campos, Adilson do Nascimento. Eles conheceram a linha de produção da Embraer e discutiram a fabricação do Brasília em Botucatu.

O prefeito apresentou à diretoria da Embraer o plano de trabalho que será desenvolvido pela Prefeitura para viabilizar completamente a produção do avião regional

- que é considerado, em sua categoria, um dos melhores do mundo.

Pedro Losi lembrou que Botucatu dispõe de mão-de-obra especializada na fabricação de aviões desde os anos 50, quando se instalou na cidade a Indústria Aeronáutica Neiva. Outro aspecto positivo é a existência do aeroporto iluminado, para pousos e decolagens noturnas, que permite vôos de testes seguros. O governador Mário Covas e do secretário dos transportes Michael Zeytlin garantiram a ampliação do aeroporto em mais 300 metros.

A direção da empresa, em Botucatu, não confirma, mas fontes no Sindicato dos Metalúrgicos afirmam que até o final dodeste semestre os primeiros modelos do avião já terão começado a voar em Botucatu. Por ano, devem ser montados de oito a 12 turbo-hélices, dependendo da demanda do mercado.

O prefeito Pedro Losi Neto confirmou que vai ter de desapropriar uma área de terra na "cabeceira" da pista, para diminuir o custo do aterro no final da pista, onde existe um desnível com mais de 10 metros de altura. O prefeito disse também que a oferta de empregos poderá atingir, no final do ano 2000, mais de 1,2 mil trabalhadores. Atualmente a Neiva tem aproximadamente 300 funcionários.

Recentemente, a equipe do prefeito Pedro Losi e a direção da Neiva tiveram uma reunião de trabalho para tratar de um cronograma comum entre o poder público e a empresa e para acertar os detalhes de ampliação e iluminação do aeroporto, entre outros itens.