07 de julho de 2026
Geral

Verbas

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeitura vai apurar "sumiço" de verbas da Educação

Texto: Josefa Cunha

O secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, com anuência do prefeito Nilson Costa, informou ontem que determinará a apuração de algumas denúncias levantadas pela direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) durante a audiência ocorrida anteontem com o prefeito Nilson Costa (PPS). As diretoras da entidade trabalhista cogitaram possível "sumiço" de verbas que deveriam ir para a Educação, entre as quais recursos para ampliação e reformas de escolas.

O Sindicato não precisou a procedência da denúncia, embora os membros da administração tenham insistido para saber quais escolas estariam enfrentando os problemas alegados. Foi pela imprecisão das acusações que a Prefeitura decidiu investigar as possíveis irregularidades. Duarte Neto desconfia que o levante tenha relação com a cota transferida do extinto Fundo de Habitação dos Municipiários (FHM) à Educação. Quando da sua extinção, no ano passado, a Câmara impôs que as verbas remanescentes tivessem aplicações específicas. Na divisão do bolo, foram destinados 5% à Secretaria da Educação para reforma e ampliação de três escolas municipais.

De acordo com o secretário de Finanças, o respectivo percentual, que corresponde a R$ 63 mil, está devidamente depositado na conta do ensino fundamental, podendo ser utilizado a critério da Secretaria da Educação. "Esse dinheiro não sumiu e nem foi desviado; apenas aguarda destinação. Alguns vereadores já haviam solicitado informações sobre o mesmo recurso e nós, em respeito ao artigo 18 da Lei Orgânica, respondemos que ele está depositado. Sobre isso, não há qualquer irregularidade, mas, pelo o que ouvimos das diretoras do Sinserm, pode estar ocorrendo problemas com verbas oriundas de outras fontes, o que faz necessária a investigação. A Saúde também recebeu uma cota do FHM e, antes que surjam perguntas, me antecipo em dizer que parte das verbas foi utilizada na aquisição de medicamentos e que ainda existem R$ 88 mil para serem aplicados", expôs.