08 de julho de 2026
Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança Leonardo de Brito REALISMO Criticado por muitos, Dunga foi para mim, um dos grandes volantes do futebol brasileiro. Claro que não vou compará-lo ao bicampeão mundial Zito e nem a Clodoaldo, um dos heróis do tri, mas o gaúcho é o tipo do jogador que gosto, pela sua garra e posicionamento em campo. A propósito, o Noroeste acertou em cheio ao contratar Cilinho, que foi o melhor

- ou um dos melhores - jogador do time nas duas primeiras rodadas da segunda fase da Série A-III. Em Sorocaba, Cilinho correu o campo todo, dividiu bolas, deu carrinho, marcou e abasteceu. Chega a ser mais útil do que o grande profissional Wagner Mancini, bom finalizador e de belos toques. As coisas mudaram e futebol hoje em dia é de muita marcação e aplicação tática, especialmente na guerra da Terceirona, onde geralmente se ganha na raça e no grito. Mancini foi embora porque ganhava um ordenado fora da realidade do Noroeste. A diretoria reconhece que trata-se de ótimo boleiro, mas preferiu optar pelo realismo, porque futebol hoje em dia tem que ser tocado com a razão e não com o coração. E voltando a falar em Dunga, passo a admirar ainda mais o nosso Rambo na conquista do tetra: ele entregou segunda-feira, os 372 mil reais que recebeu da rescisão do contrato com o Internacional, para quatro instituições de caridade que atendem a crianças carentes em Porto Alegre. Dunga deixou o Beira-Rio magoado, mas a direção do Internacional não tinha como continuar pagando o volante. Somando os salários e contrato de imagem, o clube gastava mensalmente mais de 300 mil reais com um jogador em fim de carreira, que mais ficou na reserva do que como titular da equipe. NAS ALTURAS O Bolívar, um dos clubes mais populares da Bolívia, vai tentar asfixiar o Atlético Mineiro esta noite, nos 3.700 metros de altitude de La Paz. Para aliviar os efeitos da altura, os atleticanos chegarão à capital boliviana, procedentes de Santa Cruz de La Sierra, apenas uma hora antes do jogo, que é chave para as aspirações do Galo na Libertadores. E ontem, também nas alturas, o El Nacional, que na semana passada venceu o Palmeiras sem fazer muita força, mostrou que não é tão poderoso assim: empatou (0 a 0) com o modesto The Strongest em Quito.

JOGOS CRUCIAIS O Paulistão-2000 nem bem começou, e alguns clubes fazem jogos decisivos. Portuguesa x Corinthians, no Canindé,

é a partida de maior apelo. O Alvinegro é o único time que venceu nas três primeiras rodadas, e a Lusa ainda não venceu. Se tropeçar diante do líder geral, a situação do técnico Nelsinho ficará insustentável. Outro jogo crucial será na Vila Belmiro, e se o Santos tiver o infortúnio de se complicar contra Araçatuba, o caldeirão explode, com Carlos Alberto e até Rincón. INVESTIGAÇÃO A Copa Semel tem tudo para resgatar o prestígio do futebol de salão em Bauru. A competição, reunindo mais de meia centena de equipes, começou no fim de semana, com empolgação e uma baixaria - só uma. Na partida BTC 3 x Vila Seabra 2 houve agressão, como informou o próprio secretário de Esportes do município. Segundo Pedro Macéa, haverá uma rigorosa investigação sobre o episódio e os responsáveis serão punidos, até eliminados da Copa Semel. O Pedrão

é um cara vitorioso por causa da transparência. Omitir, esconder a verdade é uma atitude fajuta. SAMBA NA PISTA Rubens Barichello quer o pódio domingo, em Interlagos, e promete sambar com uma bandeira do Brasil na mão, como já andou fazendo em outras oportunidades. Novato na Ferrari, Rubinho promete relembrar a torcida das vitórias conquistadas pelo eterno ídolo Ayrton Senna. Mas assim como no futebol

(cada jogo), cada corrida tem sua história. Para conseguir os dois primeiros lugares no Grande Prêmio na Austrália, com Schumacher e Barrichello, a Ferrari se beneficiou do abandono do atual campeão Mundial Mika Hanniken, com problemas técnicos. No Grande Prêmio Brasil, com a McLaren recuperada, Rubens Barrichello considerou que deverá aproveitar o máximo que o circuito de Interlagos tem, especialmente a reta maior que a de Melbourne, que "permite o adiantamento". O piloto brasileiro conhece bem Interlagos e isso poderá lhe dar boa vantagem. FATURANDO Ouvi colegas da grande imprensa dizer que o título de Acelino Freitas é inexpressivo e que o pugilista baiano só enfrenta adversários fracos. Seguinte: Popó é jovem, novato no boxe, e é bom que não se arrisque muito pelo menos no espaço de um ano. Enquanto isso, ele vai ganhando experiência e faturando muitos dólares. E como lembrou Éder Jofre, é melhor trazer dólar para o Brasil do que tirar. MEMÓRIA E-mail de Aírton Brisolla:"Caro Leonardo, tenho um time de futebol de botão do Noroeste. Agora, quero homenagear os botões. Minha dúvida é se homenageio o primeiro time do Noroeste que foi campeão do Interior em 1943; o campeão da Segunda Divisão em 53, ou o que nos conduziu de volta à Primeira Divisão em 70. Gostaria de receber a escalação dos três times, se possível com o numero da camisa de cada um. Também aceito sua opinião sobre qual time homenagear, em função da importância que tiveram para história do clube". Vamos lá, amigo: time de 43, que não vi jogar, evidentemente: Amélio (1); Xandu (2) e Irineu (3); Chocolate (4), Sérgio

(5) e Balbinos (6); Lamônica (7), Crisanto (8), Adofrizes

(9), Cirilo (10) e Fontes (11). Time de 53, quando eu era garoto e só vi um jogo: Sidney (1); Zulu (2) e Vila (3); Nélson Faria (4), Mingão (5) e Amaro (6); Colombo (7), Zeola (8), Brotero (9), Ranulfo (10) e Luís Marini (11). Time de 70: vi todos os jogos, inclusive o quadrangular final no Parque Antártica

(Noroeste, Nacional, Bragantino e Corinthians-PP): Chiquinho (1); Odair (2), Luisão (3), Marco Antônio Machado (4) e Bonfim ou Romualdo (6); Nascimento (5), Foguinho (8) e Márcio

(10); Odair Cologna (7), Fedato (9) e Mário Augusto (11). Gostaria que a equipe homenageda fosse a de 53, porque foi a primeira vez que o Norusca conquistou o direito de participar da Primeira Divisão.