Sobrevivência do Iamspe está sendo discutida no Estado
O superintendente do Intituto de Assistência Médica do Servidor Público-Iamspe, Nelson Ibañez participou ontem do 1º Seminário Regional do Iamspe/Bauru, realizado na sede do Centro do Professorado Paulista-CPP. Ele veio discutir propostas de mudanças no instituto que está sem receber verbas do governo estadual, há cinco anos.
As mudanças que deverão ser feitas, segundo o superintendente, seguem três linhas: o modelo de assistência; a questão da gestão e do financiamento. "Queremos expandir o modelo de assistência. Através de uma porta de entrada própria, credenciamento de consultórios médicos, assistência secundária e alguns centros regionais."
Os centros regionais, de acordo com ele, devem funcionar nas cidades maiores. "Temos o hospital do servidor em São Paulo, preparado para nível terciário. Queremos montar centro regionais para atender melhor o servidor do Interior."
Na questão da gestão, Ibañez acredita na participação dos funcionários públicos na gestão, através do conselho deliberativo.
Rever o financiamento, no sentido de recompor as contribuições e viabilizar o instituto é a meta, ressaltou Ibañez.
"No momento a situação financeira do instituto
é preocupante. Cada contribuinte paga R$ 20,00 e têm três dependentes. Isso significa que cada uma das pessoas contribui com R$ 5,00, inviabilizando financeiramente o instituto."
Para resolver a questão, segundo o superintendente, a idéia
é recompor a receita. "Com uma participação de 2% do salário do funcionário, que somados a participação do Estado e uma contribuição facultativa dos dependentes e agregados vão viabilizar a assistência médica."
O seminário também, elegeu delegados que levarão as propostas tiradas aqui, para serem discutidas no 3º seminário, a ser realizado dias 15 e 16 de junho em São Paulo. Segundo a vice-presidente do CPP, Neusa Aracy Costa Sampaio, um dos pontos bastante discutido foi a participação efetiva do servidor nas decisões do instituto. "Só o funcionário público tem contribuído para a manutenção do instituto. O governo estadual não contribuinte há cinco anos. Nada mais justo que ele participe das decisões."
Sem a verba governamental, segundo a vice, a assistência médica do servidor está deficitária. "Estamos discutindo a questão do financiamento do Iamspe. Queremos uma assistência de alto padrão."