Moradores querem bosque comunitário
As Associações de Moradores dos bairros Novo Jardim Pagani, Vila Santa Luzia, Jardim Eldorado, Araruna e bairros adjacentes trabalham em conjunto, buscando conseguir melhorias para a região.
As entidades têm objetivos em comum e por isso se uniram.
A primeira reivindicação das Associações
é transformar uma área verde da região, que margeia o córrego Barreirinho (no final do Jardim Flórida e abaixo do núcleo Bauru 2000), em um Bosque Comunitário, como o existente nos Altos da Cidade.
O presidente da Associação de Moradores da Vila Santa Luzia e bairros adjacentes, José Raul Franco Canheti, contou que há três nascentes nessa área, que atenderia mais de 20 mil pessoas da região.
"Não será uma área de lazer apenas para nós. Toda região irá desfrutar. Se for algo fechado, todos irão preservar, assim como acontece no Bosque Comunitário dos Altos da Cidade", disse Canheti.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Ricardo Grácia, disse que a viabilização desse projeto esbarra em custo, por isso, ele disse que já sugeriu para que as Associações encaminhem o projeto para a Fehidro ou para qualquer outro órgão que se interesse em colocá-lo em prática.
Outra reivindicação das Associações
é a instalação de uma agência bancária da Caixa Econômica Federal (CEF) no bairro. Essa agência beneficiaria os moradores, principalmente porque eles não teriam mais que se deslocar até a cidade para efetuar o pagamento da prestação da casa ou até mesmo outras transações.
"Vamos até ter um lugar perto para fazer um joguinho da Loto", brincou o tesoureiro da Associação da Vila Santa Luzia, Antônio Carlos Lopes. O pedido para a instalação dessa agência já foi protocolado na CEF.
Os moradores também querem que uma rotatória seja instalada na avenida Darcy César Improta, num ponto em que quatro ruas convergem na avenida. Essa obra, segundo o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, não está prevista para este ano.
Asfalto em três ruas no Jardim Flórida e em mais três no Parque dos Eucaliptos também está sendo pleiteado pelos moradores.
O calçamento da rua Henrique Mingardi, uma via marginal da rodovia Marechal Rondon, canaletas para escoamento das águas e troca de lâmpadas em todas as ruas no Novo Jardim Pagani são as outras reivindicações.
"No Pagani não tem boca de lobo e nem galerias, então precisamos das canaletas, porque a parte mais baixa do Pagani e de outros bairros também recebem toda a água de chuva dos bairros e da Rondon. Essas canaletas são necessárias. Nas ruas, cerca de 1.500 bicos de luz precisam ser trocados", afirmou Wilson Brasil de Arruda, presidente da Associação de Moradores do Novo Jardim Pagani. As canaletas estão sendo reivindicadas para seis cruzamentos do bairro.
A capinagem em terrenos baldios e praças públicas também são pedidos freqüentes das Associações.
"Não precisávamos nem ficar pedindo. A própria Prefeitura deveria se encarregar disso", disse Brasil.
Região tem pouco comércio
Os bairros que compõem a região do Novo Jardim Pagani, Santa Luzia, Jardim Flórida, Araruna e Quinta da Bela Olinda, na região Leste de Bauru, têm poucas áreas comerciais, de serviços e indústrias.
A região não planejou a localização para áreas comerciais e de serviços. Esses equipamentos estão sendo criados ao acaso, de acordo com o crescimento da população do local.
Farmácias, lojas de calçados ou confecções não são vistas nos bairros, o que faz com que os moradores da região busquem os centros comerciais do Mary Dota e do Parque Vista Alegre
Os principais pontos de comércio estão no Novo Jardim Pagani e no Araruna. Os dois bairros transformaram, de forma espontânea, as ruas Coronel Antônio Ávila Rebouças e José Munhoz em verdadeiros corredores comerciais, devido ao crescimento da região. No Santa Luzia, a área comercial está concentrada na avenida Darcy César Improta.
A região conta com metalúrgicas, padarias, oficinas, distribuidora de bebidas, construtoras, empresa de ônibus, lanchonetes, marmitarias e postos de gasolina.
Para o professor de Urbanismo da Unesp de Bauru, José Xaides de Sampaio Alves, há a tendência de geração de conflitos funcionais, devido a ampliação dessas zonas mistas (áreas comerciais, de serviços e industriais entre residências). Para ele, o Poder Público precisa definir os corredores industriais, comerciais e de serviços, separando os das áreas apenas residenciais para evitar problemas e a piora da qualidade de vida desses bairros.
Núcleo de Saúde deve ser reformado este ano
O Núcleo de Saúde Beija Flor, que atende a população dos bairros Beija Flor, Santa Luzia, Araruna, Nono Pagani, Eldorado e bairros adjacentes, deve ser reformado ainda este ano, segundo a diretora da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Janice Maria Moreira Gomes.
Essa reforma é uma das reivindicações das Associações de Moradores da região Leste.
Janice explicou que a prioridade da Secretaria deste ano é a reforma e ampliação do prédio.
A reforma do Núcleo de Saúde, que deve ter início em junho deste ano e terminar em setembro, será feita com uma verba destinada pelo Ministério da Saúde.
Já a ampliação será feita com verba da Prefeitura. A diretora da Divisão de Saúde Mental afirmou que a ampliação do prédio deve começar junto com a reforma.
O Núcleo do Beija Flor foi inaugurado em 1984, funciona diariamente das 7h às 17 horas, e conta com dois clínicos geral, dois ginecologistas, dois pediatras, dois dentistas, enfermeiros, nutricionista e assistente social. Em média, mais de 2.500 usuários passam pelo Núcleo de Saúde.
Favelas voltam a crescer
O período de crise e desemprego que o País atravessa faz com que projetos da cidade se percam. As favelas estão voltando a crescer na parte baixa do Jardim Flórida.
Do mesmo local, há alguns anos, 111 barracos foram retirados e integrados ao projeto Desfavelamento, que originou o Núcleo Fortunato Rocha Lima.
Atualmente, 20 barracos estão montados no local.
Mas não é só a crise que gera o aparecimento da favela. Algumas famílias que já haviam sido instaladas no Fortunato acabaram saindo da nova casa e voltando para o antigo local, segundo moradores vizinhos.
Esses moradores também reclamaram da administração que retirou a favela do local. Eles alegam que uma "infra-estrutura" foi deixada no local, por isso é que a favela está se formando novamente. Essa "infra-estrutura" são postes de luz.