CPFL vai investir R$ 10 mi em Bauru e região
Texto: Patrícia Zamboni
A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) irá investir cerca de R$ 10 mi em obras e manutenção da rede elétrica em Bauru e região este ano. A afirmação foi feita pelo diretor de Distribuição da empresa, Carlos José Barreiro, que esteve ontem em Bauru para falar sobre os investimentos e mudanças que a CPFL irá implantar durante o ano 2000. Além deste valor, que será investido em obras na região, a empresa também destinará uma verba de R$ 90 mi a projetos técnicos, entre os anos 2000 e 2001, direcionados à melhoria da qualidade da prestação de serviços ao consumidor. Esse montante está vinculado a, basicamente, quatro projetos, que segundo Barreiro, terão como resultado serviços de alta qualidade aliados à melhoria substancial dos indicadores de desempenho no fornecimento de energia elétrica para os 2,6 milhões de usuários atendidos pela CPFL.
Em sua visita a Bauru, Barreiro afirmou que a CPFL privatizada está investindo em torno de 50% a mais do que era investido pela empresa enquanto estatal. "Fora a verba destinada aos projetos técnicos, a CPFL estará investindo, este ano, R$ 150 mi na reestruturação da empresa, porque nós achamos que o nosso mercado precisa ter um atendimento melhor do que tem hoje. Por isso, estaremos investindo bastante para melhorar a qualidade dos nossos serviços", afirmou o diretor de Distribuição da empresa. Segundo ele, uma prova disso é que, em Bauru, a Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor (denominada de DEC, relacionada à interrupção do fornecimento de energia), está em quatro horas e meia/ano. Ou seja, das 8.760 horas de um ano, o consumidor local fica, em média, quatro horas e meia sem energia. "Isso é pouquíssimo,
é nível de padrão mundial. As melhores empresas do mundo têm níveis como esse", apontou Carlos José Barreiro. Segundo ele, "o padrão dos serviços da CPFL na região de Bauru é excepcional".
De acordo com Barreiro, o investimento de aproximadamente R$ 10 mi em obras em Bauru e região inclui a ampliação da subestação Estoril (localizada no bairro de mesmo nome), que passará de 25 MVA para 65 MVA de potência.
"Isso significa que aquela região da cidade, que está crescendo muito, poderá atender melhor e sem ter problemas de falta de energia", garantiu Barreiro. Somente nesta obra será investido, segundo ele, R$ 1,7 mi. A previsão para o término das obras é julho deste ano.
O primeiro projeto que está incluído na verba de R$ 90 mi da CPFL é o de reforma completa das Bases de Dados da empresa. "Nós teremos as nossas Bases de Dados totalmente integradas, com tudo o que diz respeito ao consumidor num único local. Hoje isso não funciona dessa forma, já que essas Bases não estão integradas. A partir dessa mudança, haverá muito mais facilidade no atendimento de reclamações e solicitações de serviços feitas pelos clientes", afirmou Barreiro.
O segundo projeto trata da transformação dos cerca de 120 Centros de Operação da empresa em apenas três. Esses Centros estarão localizados em Bauru, Ribeirão Preto e Campinas. "O Centro de Operação de Bauru vai atender a região Noroeste, que inclui Marília, Jaú, Botucatu, Lins, São José do Rio Preto e Araçatuba. Este é o segundo grande projeto da CPFL para este ano", informou Carlos José Barreiro.
De acordo com ele, não é intenção da empresa diminuir o número de funcionários com esse projeto. "Nossa intenção com esse projeto
é de que possamos reduzir nossos custos operacionais sem precisar ter desligamento de pessoal. Essa é a sabedoria do processo. Porém, todo processo de mudança implica em uma situação com a qual os empregados vão ter que aprender a conviver, porque o momento é diferente. O que eu tenho dito aos empregados é que, tendo disposição e competência para enfrentar essas mudanças, eles terão espaço nessa nova empresa que estamos criando. Por outro lado, aquele empregado que não está disposto a enfrentar as mudanças, não vai servir para a nova CPFL e para o novo padrão de qualidade que queremos oferecer aos nossos consumidores", disparou o diretor de Distribuição da empresa.
O terceiro projeto é o de Gerência de Ativos, que incluem os sistemas elétricos da CPFL, como usinas, linhas de transmissão, de distribuição e subestações.
"Esse é o nosso ativo, o nosso patrimônio. De acordo com esse projeto, nós teremos gerentes que administrarão esse patrimônio buscando tirar desse ativo a melhor resposta. Ou seja, fazer o serviço ao menor custo possível e da melhor maneira possível para atender os nossos consumidores", afirmou Carlos José Barreiro.
O quarto projeto anunciado pelo diretor de Distribuição da CPFL é o que irá criar as chamadas Centrais de Serviços de Campo. O objetivo é possibilitar uma melhor gestão de serviços, com mais rapidez e qualidade no atendimento. "Quando todo o projeto estiver implantado, os eletricistas irão trabalhar com computador na caminhonete, recebendo on line as tarefas e garantindo maior agilidade. A tendência
é de que o atendimento aos clientes e os reparos emergenciais na rede elétrica apresentem um elevado ganho de qualidade", afirmou Barreiro.