08 de julho de 2026
Geral

Denúncia contra CPFL

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Moradora registra BO contra CPFL

Texto: Márcia Buzalaf

Uma moradora do Parque Viaduto registrou um Boletim de Ocorrência

(BO) contra a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) alegando invasão de domicílio. A cabeleireira Aparecida da Silva José, 44 anos, afirma que a empresa teria arrombado o cadeado da casa para arrancar o medidor por falta de pagamento.

Aparecida e seu marido, o funcionário público Antônio Carlos Pachoa José, 44 anos, contam que a residência está desocupada há três meses, quando um inquilino deixou o imóvel com a conta de luz pendente. Depois disso, o casal continuou mantendo algumas pequenas reformas e consertos no imóvel.

Quando foi até a casa para limpar a piscina no final da tarde de quinta-feira, Aparecida viu que o portão social, que sempre esteve trancado com um cadeado, estava aberto. Ao chegar perto da caixa de medição, notou que o relógio medidor havia sido arrancado.

Aparecida conta que, desde a época em que o inquilino estava residindo na casa do casal, o portão para a garagem de carros era a única forma de entrada na residência. O casal diz que, como o portão social de entrada de pedestres estava sem fechadura e quase impossível de abrir e fechar, comprometendo inclusive a parede que o sustenta, eles teriam lacrado este portão com um cadeado e, desde então, só utilizado a abertura da garagem. "A gente não tem nem a chave deste cadeado que foi arrombado", afirma.

A cabeleireira garante que deixava a casa bem fechada para evitar roubos, já que mantinha dentro do imóvel materiais de construção de alto valor.

Aparecida afirma que vai na segunda-feira entrar com uma ação judicial no Jurado de Pequenas Causas.

Livre acesso

A CPFL afirma que entrou na residência de Aparecida para o desligamento e para a retirada do medidor porque a área era de livre acesso. O especialista em negócios da empresa, Ricardo Ferreira Júnior, 39 anos, diz que os eletricistas da empresa não teriam entrado a força.

Ferreira Júnior diz que, de acordo com a Portaria 466, que regula o fornecimento de energia elétrica, o eletricista tem direito de retirar o medidor. "O consumidor tem que garantir o livre acesso à medição em qualquer situação", garante.

A CPFL afirma que o funcionário que vai fazer o desligamento tem que avaliar a situação da residência. No caso de ter gente morando no imóvel, o medidor não

é retirado. Dias mais tarde, a equipe volta ao local para ver se tem alguém e, só então, tentará retirar o relógio. "Quando o portão se encontra fechado, nós temos outras alternativas para desligar: ou no poste do cliente ou no poste da rua. Se o eletricista conseguiu retirar o medidor, é porque ele conseguiu adentrar", conta.

O funcionário da CPFL afirma que não encontrou problema algum para entrar na casa. Por outro lado, quando foi até o local, a própria equipe de reportagem teve dificuldade para conseguir abrir o portão que, segundo Aparecida, teria sido arrombado.