07 de julho de 2026
Geral

Incubadora

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

Incubadora de Empresas começa com seis participantes

Texto: Patrícia Zamboni

Foi inaugurada ontem, após percorrer cerca de um ano de

"incubação" e estudos, a Incubadora de Empresas de Bauru, um projeto da Instituição Toledo de Ensino (ITE) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP). Com capacidade para abrigar até 32 micro e pequenas empresas, a Incubadora inicia suas atividades com seis "incubados", todos de Bauru e de base tecnológica. São eles: Nextar (fabricação e prestação de serviços na área de eletrônicos e robótica), Hill Comunicação e Sistemas Eletrônicos (fabricação e instalação de sistemas e painéis eletrônicos), Aragon Imagens Digital (digitalização de imagens e informática), LCA (fabricação e prestação de serviços na área de identificação por crachá), Execon (desenvolvimento de projetos e execuções na área de engenharia elétrica) e Difarina (fabricação e venda de embalagens). No Brasil existem 160 Incubadoras de Empresas. A de Bauru é a 39ª inaugurada no Estado de São Paulo. A entidade não tem fins lucrativos.

O superintendente estadual do Sebrae, Fernando Leça, esteve em Bauru para participar da inauguração oficial da Incubadora. Durante entrevista coletiva concedida à imprensa, Leça afirmou que a região de Bauru é próspera, desenvolvida e que merece toda a atenção do Sebrae.

"Estamos seguros de que essa Incubadora terá grande

êxito, inclusive, talvez ela se constitua, num breve tempo, na melhor Incubadora das que estão envolvidas com o Sebrae", disse Leça.

De acordo com ele, a Incubadora vai propiciar um ambiente para o desenvolvimento de novos negócios, com assistência integral do Sebrae aos empresários no que diz respeito a gestão, assessoria para o desenvolvimento de produtos, aspectos mercadológicos, entre outros. "É uma possibilidade de um pequeno empresário iniciar o seu negócio sem os sobressaltos que implicam entrar no mercado diretamente, tendo que arcar com custos de locação, luz, água, enfim, todos os custos que uma empresa envolve. Na Incubadora esses custos são compartilhados. Todas as despesas são divididas entre os empresários, Ite e Sebrae", observou Fernando Leça. Segundo ele, as outras 38 Incubadoras já instaladas respondem pela geração de mais de mil empregos em todo o Estado. "Isso representa geração de renda e uma possibilidade maior de que as empresas tenham um longo tempo de vida. Nós sabemos que, no nosso País, a mortalidade de empresas é muito grande. O índice de mortalidade das micro e pequenas empresas nos primeiros três anos de vida, segundo uma pesquisa feita pelo Sebrae, é de 54%. Isto é, de 100 empresas que se instalam, 54 não sobrevivem após o terceiro ano de funcionamento. Em países de primeiro mundo, esse índice vai de 28% a 38%", afirmou o superintendente do Sebrae.

Na Incubadora, as empresas que se instalam podem ficar "incubadas" durante até três anos. Nesse tempo, os empresários recebem assistência técnica e gerencial do Sebrae, que disponibilizará profissionais para ministrar cursos, dar consultoria e orientação contábil. As empresas ficam na Incubadora até que se tornem competitivas no mercado interno e externo e estejam preparadas para enfrentar a concorrência. Cada empresário ganha uma sala com pontos de água, luz, linha telefônica, fax e computador. Os custos comuns são divididos entre eles. A sede da Incubadora de Bauru tem 2.500 metros quadrados.

De acordo com Fernando Leça, o projeto do Fundo de Aval, oferecido às micro e pequenas empresas - especialmente

às "incubadas" -, substitui a garantia real que os pequenos empresários não têm condições de oferecer aos bancos. "Se este empresário for ao banco para fazer um empréstimo, para obter um crédito, ele terá dificuldades para conseguir por não ter sede própria, não ter garantias para oferecer. Então, o Fundo de Aval, pode ser de até 50% do valor do crédito pretendido. Agora, com o convênio que o Sebrae está assinando com o Estado, vai poder chegar a 80% do valor do crédito. Esse residual de 20% torna muito mais fácil ao empresário conseguir oferecer garantias ao banco, porque os outros 80% ele já terá do Fundo de Aval", explicou Leça.

De acordo com ele, este convênio deve ser assinado até o final deste mês, e as empresas "incubadas" terão prioridade na concessão deste Fundo. "Isso tem haver com uma estratégia de desenvolvimento do próprio País. O segmento das micro e pequenas é o que tem mais condições de alavancar o desenvolvimento do País rapidamente, gerando empregos; muito mais do que o setor das grandes empresas. Isso acontece porque as grandes vão substituindo a mão-de-obra por novas tecnologias, pela robótica, e vão liberando mão-de-obra. Os pequenos é que continuam gerando empregos", afirmou Fernando Leça.

Em Bauru, a Incubadora de Empresas conta com o apoio da Prefeitura, Ciesp, Senai, Unesp e Jornal da Cidade. O prédio fica na avenida Cruzeiro do Sul, 22-23.