08 de julho de 2026
Geral

Apoio político

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 4 min

PC do B fecha com PSB e vai apoiar Tuga

Texto: Daniela Bochembuzo

Partido quer aliança para cargos proporcionais e majoritários; Majô Jandreice é sugestão da legenda para cargo de vice-prefeito

O PC do B anunciou ontem que se aliará ao PSB para as eleições 2000. Somando forças ao PV, o partido apoiará a candidatura do ex-deputado federal Tuga Angerami à Prefeitura.

O diretório municipal do PC do B afirma que a aliança será proporcional, mas o partido também pleiteia a eleição majoritária e deverá indicar o candidato para vice-prefeito.

O partido cogita propor o nome da vereadora Majô Jandreice ou de Geraldo Bergamo, professor de matemática da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru e militante histórico da legenda.

Bergamo é atualmente secretário de formação política do diretório municipal e já foi secretário da Cultura durante a gestão de Tidei de Lima (PMDB).

"Os dois são nomes de peso. No caso de Majô, o partido avalia que ela tem papel representativo na cidade. Foi a primeira mulher a ser eleita para a Câmara Municipal e teve atuação importante na cassação de Izzo Filho", diz Dino Magnoni, presidente do diretório municipal do PC do B.

Os nomes de Bergamo e Majô devem ser apresentados em breve aos partidos que compõem a legenda. Dentro do diretório, no entanto, há militantes que consideram como melhor opção o lançamento de Majô à reeleição, em razão dela ter conquistado espaço na Câmara e estar no segundo mandato de vereadora.

Para Magnoni, é fundamental que a aliança com o PSB aconteça nas duas instâncias. "A tendência, na prática, é que tenhamos candidatos para as eleições proporcionais e majoritárias. Isso potencializa a candidatura e pode resultar em maior números de cadeiras no Legislativo", analisa.

História antiga

O PC do B tem mantido diálogo com o PSB desde o ano passado. A configuração de uma composição de centro-esquerda, a partir da aliança com o PV, contribuiu para que o partido definisse seus rumos eleitorais.

"Estamos vivendo um período de acomodação política, mas acredito que é possível caminhar juntos e construir uma aliança popular e democrática", diz o presidente do PC do B.

Magnoni acredita que a composição de partidos de centro-esquerda terá boa acolhida junto à população. Isso porque, analisa, a aliança aglutina legendas com planos de governo afinados, que trazem como questão prioritária o fortalecimento político da comunidade.

"A aliança não é apenas uma opção de esquerda, mas uma proposta para a sociedade civil. Para o PC do B, Tuga Angerami é a resposta política contra o atoleiro administrativo que o Município se encontra, após os descaminhos do governo Izzo Filho e as tentativas de resgate econômico promovidas por Nilson Costa", afirma.

Para ampliar a proposta firmada entre PC do B, PSB e PV, Magnoni diz ser fundamental que o PT participe da mesma aliança.

"O partido tem peso político. Além disso, temos a responsabilidade moral de nos colocarmos como alternativa política para as eleições", conclui.

Com a aliança, os partidos também irão baratear os custos da campanha e ainda ampliar seu tempo na televisão e rádio. Hoje, compor significa mais do que viabilizar politicamente uma candidatura, mas economizar quantia importante de investimentos.

Disputado, PT avalia com

cautela possíveis alianças

O PT tem sido um partido disputado para compor uma possível aliança de centro-esquerda em Bauru. Com número expressivo de militantes - prontos, inclusive, para ir para às ruas fazer campanha - e alguns minutos valiosos na propaganda eleitoral, o partido pode ser decisivo na disputa eleitoral.

O diretório municipal do PT sabe disso e, por essa razão, avalia as propostas de aliança com cautela. Além de valorizar o partido, o ritmo cauteloso contribui para uma análise da conjuntura política municipal mais pormenorizada.

"Temos clareza sobre o peso e a credibilidade que o PT "empresta" a uma aliança. O número de prefeitos, deputados e vereadores eleitos pelo partido mostra que sabemos legislar e governar. Por isso, devemos fazer a escolha com cautela", analisa Estela.

Com encontro municipal marcado para 14 de maio, o PT ainda não descarta sair com candidatura própria à Prefeitura. Por enquanto, o único pré-candidato inscrito é Roque Ferreira, presidente do sindicato dos ferroviários.

Se não optar pela candidatura própria, o PT deverá escolher entre fazer aliança com o PDT, cujo principal nome à Prefeitura é Pedro Tobias, ou com o PSB, que tem Tuga Angerami como candidato.

Contra a coligação com o PDT, pesa a possível aliança desse partido com o PTB, que não faz parte do arco de alianças autorizado pelo diretório nacional do PT.

Já a coligação com o PSB pode ser viabilizada caso o partido se mantenha aliado a legendas de centro-esquerda, casos do PV e do PC do B.

Para fechar com o PSB, no entanto, o PT coloca como condição o lançamento de um candidato do partido a vice-prefeito.

"Isso é consenso dentro da comissão eleitoral", adianta Estela.

Nos bastidores, cogitam-se como nomes fortes José Carlos Batata e Estela Almagro, que também é presidente do Conselho da Condição Feminina e foi coordenadora da macrorregião do PT.

Estela tem a preferência entre aqueles que analisam ser importante o partido mostrar que está atento a maior expressividade das mulheres no cenário político.

Já Batata é a opção ideal para uma conjuntura que mostra ser contrária a tudo que lembre Antonio Izzo Filho. Nesse caso, o vereador delimitou seu espaço ao lutar pela cassação do ex-prefeito. (DB)