07 de julho de 2026
Geral

Delitos

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Policiais estão sob suspeita em Jaú

Quatro policiais militares seguiram ontem à noite para o presídio Romão Gomes

Quatro policiais militares tiveram a prisão temporária decretada ontem à noite por estarem sob suspeita de participação em ações delituosas na região. Dois deles, são acusados de envolvimento num roubo a posto de combustível em Bariri. Os prováveis crimes dos outros dois bem como os nomes dos quatro e o local de trabalho não haviam sido divulgados até o fechamento desta edição, segundo a polícia, sob pena de não atrapalhar as investigações. Dois policiais já teriam confirmado a ação delituosa e outros dois estariam negando. Além dos quatro PMs, um civil também já foi ouvido pela polícia e confirmou o roubo em Bariri.

A prisão dos policiais foi pedida numa decisão conjunta dos comandos das políciais Civil e Militar de Jaú que afirmam estarem fazendo de tudo para que o processo seja o mais transparente possível.

De acordo com o major Américo Martins, subcomandante do 27º BPM-I, com sede em Jaú, a PM recebeu na última quinta-feira, notícias de que havia participação de dois PMs do 27º BPM-I a um roubo a posto ocorrido em Bariri. Até onde a polícia havia investigado ontem, a ação dos policiais, no posto em Bariri, teria se dado fora do horário de serviço.

De acordo com o major Américo Martins, "por ser uma ação delituosa na hora de folga deles, não

é um crime capitulado no Código Penal Militar e sim no Código Penal comum". Sendo assim, o comandante do Batalhão, tenente coronel Alberto Garcia Silveira, procurou o delegado seccional Benedito Antonio Valencise e passou a ele essas informações. As duas polícias, incluindo a Delegacia de Bariri, começaram, então, a trabalhar em conjunto. Num primeiro momento, foi tomado o depoimento do civil que teria admitido a participação no roubo. Na sequência, o comando da PM levou ao quartel dois PMs suspeitos. "Um dos PMs, realmente, confessou o modus operandi. O outro nega", disse o major Américo Martins.

O comando da PM em Jaú fez questão de deixar claro, ontem, que a divulgação do fato faz parte de uma determinação do comando da corporação para que a PM seja transparente. "É um fator que, se comprovado, será uma depuração do próprio efetivo nosso", disse o major Américo, lembrando que, por enquanto são apenas indícios de ações delituosas. O roubo ao posto em Bariri teria ocorrido no ano passado.

De acordo com delegado seccional de Jaú, a representação pelas prisões temporárias dos suspeitos foi feita ontem por volta das 17h30 pelo delegado de Bariri, Marcílio Frederice e autorizadas pelo juiz Mário Sérgio Menezes, também de Bariri, por volta das 19h30. Os quatro PM seguiriam ainda ontem para o presídio Romão Gomes, em São Paulo, e devem voltar na segunda-feira para o início dos depoimentos.