07 de julho de 2026
Geral

Eleições

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Grupo lança Estela pré-candidata

No derradeiro dia do prazo para a inscrição de pré-candidaturas a prefeito, o PT de Bauru teve mais um nome lançado para a disputa, ontem. Trata-se de Estela Almagro, atual presidente do partido, que vai duelar com o sindicalista Roqeu Ferreira o direito de ser o (a) candidato (a) do PT na disputa eleitoral de 3 de outubro. O nome de Estela tem o respaldo da corrente majoritária do partido, justamente a que tem hegemomia na direção.

O anúncio foi feito ao JC pelo vereador José Carlos Batata. Ele esteve acompanhado de integrantes do núcleo

"Nossa Tendência é o PT", ao qual pertence a mais nova pré-candidata a prefeita, a primeira candidata mulher.

A reunião que decidiu pela opção foi realizada anteontem à noite, mas a decisão foi sacramentada ontem, com o registro da candidatura e de 13 compromissos de campanha, no Segundo Tabelião de Notas de Bauru. Roque Ferreira e Estela são os dois únicos pré-candidatos

à Prefeitura inscritos no PT.

A decisão sobre quem representará o partido na eleição majoritária de Bauru vai se dar no Encontro Municipal do PT, a ser realizado no dia 14 de maio, caso até lá ninguém desista ou os grupos mudem suas estratégias eleitorais.

Estela Almagro, que também é presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina, foi lançada, segundo Batata, porque o objetivo do grupo é dar ao partido um "leque mais sólido de opções eleitorais do que ele tem até agora". O vereador argumenta, também, que além das qualificações que a pré-candidata possui, seu nome representa um PT mais aberto ao diálogo com toda a sociedade, com propostas para recuperar a cidade.

Desconversando quanto à sequência de diálogos com outros partidos, Batata afirmou que o PT não pode mais perder tempo, uma vez que o partido não tem dinheiro e faz sempre a campanha "sola de sapato", isto é, com base na atuação dos filiados e simpatizantes.

No encontro do dia 14 do mês que vem o PT vai definir-se por uma das três opções que agora tem: Estela Almagro, Roque Ferreira ou então uma aliança com outros partidos, ocupando pelo menos a vice-candidatura da coligação.

Para a eleição proporcional (Câmara Municipal), o partido contabiliza dez candidatos inscritos até o momento, mas restam ainda oito dias, até o prazo fatal - sexta-feira que vem. Nesta disputa, o PT certamente irá com chapa própria, segundo avaliam os militantes do grupo de Batata.

Frente rompida

Batata justificou a mudança de postura em relação

à propalada frente de esquerda, aventada há cerca de um mês e meio, baseando-se na divisão entre o PDT - de Pedro Tobias - e o PSB - de Tuga Angerami. Conforme o vereador, a partir do momento em que ambos não se entenderam mais, o PT se viu desobrigado de continuar insistindo na coligação e à vontade para propor a própria candidatura.

O grupo que hoje detém o comando do PT considera ainda impossível uma aliança com o PDT, caso este partido se alie ao PTB, e difícil um acordo com o PSB, já que o partido de Tuga busca o apoio do PSDB. Neste caso, o PT teria que obter uma autorização das executivas estadual e nacional do partido.

Quanto a uma possível composição interna com Roque, José Carlos Batata e todos colegas de sua tendência que estiveram no JC foram unânimes: sem chances. Estiveram com Batata no anúncio: Amilcar Oliveira Coelho, da economia informal; Mário da Paz, presidente da Associação dos Aposentados; Cláudio da Silva Gomes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil; Williana de Fátima Oja, da ala jovem do PT; Tião Camargo, da Associação dos Aposentados; Rosemeire Martins, da AM do Jardim Mendonça e Arnaldo Geraldo, do diretório petista.