07 de julho de 2026
Geral

Febem

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Construtora paralisa obras da Febem

Texto: Fabiana Teófilo

A unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), em construção às margens da rodovia Bauru-Jaú, próximo ao Zoológico Municipal, está com suas obras paralisadas desde ontem por falta de pagamento dos funcionários contratados pela Construtora CMK, de São Paulo.

A Construtora terceirizou o serviço contratando e empreiteira O.F. Construções Ltda, com sede em Bauru. A empreiteira contratou os trabalhadores que estão há 45 dias com os salários atrasados. O responsável pela empreiteira, o engenheiro Edmur de Oliveira Lima, explicou que a empresa CMK não tem repassado o dinheiro para que ele possa pagar seus empregados.

Ele disse que sua empresa também está sem receber o salário e, portanto, as obras estão paralisadas.

São 20 trabalhadores contratados por Lima. Eles recebem, em média, R$ 600,00 mensais. A maioria deles são casados com família para sustentar e, com o problema, se encontram em situações difíceis já que não estão podendo pagar suas despesas.

A CMK está à frente das obras por ter ganho a licitação para o trabalho. A obra foi orçada pelo Governo do Estado, que se responsabiliza pela construção e reforma de 44 unidades da Febem no Interior e na Capital, em R$ 1.085.824,19. A unidade de Bauru terá 72 vagas, distribuídas em dois pavilhões - um para menores sob custódia, com 32 vagas, e outro para internação, com 40 vagas

- num total de 1.600 metros quadrados.

O JC tentou fazer contato com os engenheiros responsáveis pela CMK, durante a tarde de ontem, mas não conseguiu falar com ninguém da empresa até o fechamento da matéria.

O eletricista, Orivaldo dos Santos Saraiva, que receberia o salário de R$ 410,00 pelos serviços para os quais foi contratado, disse que seria despejado, hoje, por falta do pagamento da parcela da casa onde vive com sua esposa e seis filhos, no núcleo José Regino. Ele paga mensalmente o valor de R$ 95,00.

Para o carpinteiro Mário Lúcio da Silva, a falta de pagamento é desinteresse da empresa pelos trabalhadores contratados. "Isso é falta de respeito. Nós trabalhamos todo o mês e na hora de pagar não recebemos nada", disse.

Lima disse, ainda, que a empresa CMK ficou de repassar o dinheiro em 48 horas contando a partir de ontem, mas caso isso não ocorra, ele tem que aguardar porque não pode fazer nada em relação ao assunto.