07 de julho de 2026
Geral

Drogas

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Dise apreende 680 gramas de cocaína

Texto: Erika de Lima

Seiscentos e oitenta gramas de cocaína foram encontradas, ontem, por volta das 16 horas, pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) em um local inusitado: um interruptor de luz. A maior apreensão de cocaína deste ano foi feita na casa de L.R., 39 anos, localizada na rua Carmine Ângelo Delicato, 1-94, no Núcleo Otávio Rasi, onde estava escondida a droga. A Dise não liberou o nome do acusado.

A equipe de investigação da Dise solicitou um mandado de busca judicial e foi até a casa de L.R., conhecido por Soró, para fazer uma "varredura" em sua residência e ver se encontrava algum vestígio que o incriminasse. Como das outras vezes, a equipe procurou no telhado, atrás de portas e entre janelas. A persistência foi tão grande que a equipe viu um interruptor no quarto de Soró que parecia estranho perante os interruptores normais.

Nesse momento, soltaram os parafusos e viram que ali havia um cofre. Ao abri-lo verificaram que havia vários papelotes de cocaína com a quantidade da droga escrita nas embalagens e que variavam de um a cinco gramas.

Não se contentando com o que viram, retiraram o cofre do lugar e, apreenderam as 680 gramas da cocaína, que estavam escondidas embaixo da caixa. Segundo o delegado titular da Dise, Renato Cagnacci Filho, essa quantidade renderia a Soró R$ 13.600,00, e isso significa que 680 usuários seriam atendidos. Essa foi considerada a maior apreensão de cocaína deste ano. "A primeira apreensão que fizemos foi de 400 gramas da droga".

O delegado afirma que L.R. já era vigiado pela Dise desde 1998 e que também já haviam feito várias investigações sobre sua vida. "Tentávamos enquadrá-lo há dois anos, principalmente porque havia suspeita de que ele estaria vendendo a droga no seu comércio, Big Lanches, e também usando menores para a venda", afirma.

No ano passado, L.R. foi preso através do artigo 12 (por tráfico), mas foi solto. Soró foi autuado pelo mesmo artigo e agora inafiançável. Ele poderá pegar de três a 15 anos de reclusão. De acordo com Cagnacci Filho, o traficante era suspeito de vender drogas nas escolas da área central e também em sua lanchonete.