08 de julho de 2026
Geral

Exposição de animais

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 3 min

Exposição alerta para preservação

Texto: Erika de Lima

O Zooloógico de Bauru e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), em parceria com o Jornal da Cidade, aproveitam a comemoração do Descobrimento do Brasil para fazer uma reflexão acerca do meio ambiente e expõe mais de 200 animais empalhados, na intitulada Exposição Brasil 500 anos, aberta no Bauru Shopping, das 10 às 22 horas, ao lado da praça de alimentação.

A idéia é, com a exposição, conscientizar as pessoas a preservar a natureza e servir como um alerta de que há muitos animais em extinção. Também

é uma reflexão sobre os cinco séculos de extinção e busca apresentar soluções para a preservação.

No local há monitores que esclarecem as dúvidas e também dão explicações sobre os ecossistemas.

Entre os animais expostos, posados de forma natural, há muitas raridades da fauna do Brasil. Os animais empalhados pertencem ao Museu de História Natural da Faculdade de Filosofia de Cornélio Procópio (PR). E, só foram empalhados porque morreram em acidentes, criadouros ou cativeiros.

Segundo um dos organizadores do evento e diretor do Zoológico, Luiz Antônio Pires, a exposição pretende fazer com que as pessoas olhem para o problema da extinção dos animais na fauna do País. "Queremos mostrar que o desenvolvimento no Brasil e no mundo tem acabado com grande parte da fauna e flora. Há muitos bichos que não existem mais, nem em cativeiro, como alguns periquitos da Amazônia", reflete.

Entre os animais da exposição há os mais perseguidos, como os papagaios chauás, os anacãs, que são raríssimos, os araçaris, da família dos tucanos, e o cachorro-do-mato vinagre. Eles ficaram dispostos em galhos de árvores e atrás deles há dioramas, paisagens pintadas em grandes faixas.

O evento apresenta os animais que estão em extinção no País e também no estado de São Paulo como por exemplo, a arara canindé. A exposição tem o patrocínio da Universidade do Sagrado Coração, Jalovi, 96,9 FM, Faficop, empreendimento Jardins do Sul, Baurucar e Bauru Shopping.

Um detalhe destacado no projeto é a reutilização de materiais da natureza. Todo o material utilizado na exposição, como tocos de madeira e folhas secas, foram reaproveitados das

árvores mortas. "Manejamos a natureza sem prejudicá-la, isso chama-se manejo ecologicamente correto", salienta Pires.

Não são só animais, plantas também estão expostas no local.

Pires afirma que a maioria dos animais do evento está em extinção. "Nosso objetivo é despertar nas pessoas o interesse pela preservação dos animais e evitar suas mortes. Além disso, queremos refletir sobre o número de animais que está desaparecendo e que ninguém conhece", argumenta.

Na exposição, que começou ontem e segue até dia 22, também há trabalhos de Organizações Não-Governamentais (Ong), como a WWF, que é internacional. Esses projetos estão expostos em murais apontando os problemas ambientais, decorrentes de algumas ações humanas.

"Queremos que os visitantes sintam tristeza ao ver os animais e, ao mesmo tempo, fiquem irritadas por saberem que belos animais não existem mais, devido à caça e ao tráfico de bichos", relata.

O evento já surtiu efeito em algumas pessoas que foram ao local. Um dos visitantes, Hugo Vieira Cunha, disse que ficou chocados ao ver os animais empalhados. "A exposição impressionou porque ao invés de vermos animais vivos e alegres, encontramo eles tristes e sem vida. O que fazem com os animais é covardia, porque eles não têm como se proteger", relata.

O menino refletiu mais e acrescentou: "Os animais, do jeito que estão nos galhos ou no chão, parecem dizer,

'olhem o que vocês fizeram conosco'".