07 de julho de 2026
Geral

Meio ambiente

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Comitê do Batalha aprova a 3ª etapa de recuperação da mata ciliar

Com o voto do prefeito Nilson Costa, membro do organismo como um dos representantes dos municípios, a diretoria do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê-Batalha, que intermedia o financiamento de ações de preservação para os rios da região, aprovou, em reunião plenária na última sexta-feira, dia 14, em Irapuã, cidade próxima a Novo Horizonte, dois projetos de interesse direto para Bauru.

O primeiro é o que corresponde à terceira etapa da recuperação da mata ciliar do rio Batalha, compreendendo uma área de 30 hectares, onde devem ser plantadas pelo menos 60 mil mudas de árvores nativas - com parcerias, espera-se que este número chegue a 100 mil mudas.

A proposta é do Fórum Pró-Batalha, que deve receber, para implantação, verba de R$ 82.750,00. Este valor, a ser repassado pelo Fehidro, Fundação Estadual de Recursos Hídricos, representa 80% dos custos; a contrapartida será responsabilidade do DAE (Departamento de Água e Esgoto), membro do fórum intermunicipal, e da Usina Zillo Lorenzetti, que fornecerá adubo orgânico.

A terceira etapa da recuperação da mata ciliar do Batalha será desenvolvida ao longo do próximo ano, completando as duas fases iniciais, ambas com cobertura de 30 hectares e plantio de 100 mil mudas - a primeira colocada em prática no ano passado e a segunda está em execução desde março.

O outro projeto aprovado é o do viveiro para formação de mudas destinadas à sustentação das ações de reposição da mata ciliar. O Instituto Ambiental Vidágua, ONG (Organização Não-Governamental) de Bauru, vai receber 22 mil reais para a implantação, no ano que vem. As mudas produzidas pelo viveiro deverão completar as que serão oferecidas ao mesmo tempo pela Aciflora, entidade voltada ao reflorestamento.

Os levantamentos do Fórum Pró-Batalha indicam, porém, que todo o esforço para recuperação da mata ciliar ainda vai representar pouco, diante da extensão de vegetação a ser reposta apenas nos 22 quilômetros entre a nascente do Batalha e o ponto de captação de água pelo DAE, em Bauru. Em todo o trecho, serão necessárias 3 milhões de mudas, o que significa que num ritmo como o que vem sendo adotado (100 mil mudas/ ano), a recuperação total só se completaria em 30 anos. Por esse motivo, a entidade intermunicipal está solicitando a colaboração de empresas e outros segmentos, no patrocínio da aquisição de mais mudas para o projeto. Interessados podem entrar em contato com o fórum, através do telefone 227-1522.

O Comitê

O Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê-Batalha

é um dos 22 que existem no Estado, cada um responsável por uma região específica. A composição inclui 39 Prefeituras mais ONG (o Fórum Pró-Batalha, Instituto Ambiental Vidágua, SOS Rio Dourado, Aprumix) e entidades da sociedade civil, como associações de engenheiros, plantadores de cana e sindicatos rurais, entre outros setores.

Os projetos aprovados na sexta-feira foram apresentados ao organismo até o dia 15 de março, em meio a um total de 40 propostas, que representavam um custo aproximado de R$ 3,78 milhões. Mas o repasse previsto para este ano é de R$ 1 milhão. A análise e triagem das propostas foi feita, então, pela câmara técnica, que adota como critérios a priorização de projetos de despoluição, a relação custo/ benefício de cada ação proposta e a preferência por medidas o mais próximas possíveis das nascentes.

A diretoria técnica do Comitê Tietê-Batalha examinou e aprovou todos os projetos selecionados. Ela é composta de 39 membros, divididos paritariamente em representantes de três segmentos: 13 da sociedade civil, 13 de municípios e 13 do Estado (órgãos estaduais como o DPRN, Departamento de Proteção aos Recursos Naturais, Erplan e Secretaria de Agricultura do Estado).

A presença do prefeito Nilson Costa, como membro titular da diretoria do organismo e representante da maior cidade da bacia do Batalha, que retira 700 litros por segundo de água do rio para abastecimento, agradou os demais diretores e outros segmentos ligados ao comitê hidrográfico. Tanto que a próxima reunião plenária, em junho, foi marcada para ter Bauru como sede.

Além do prefeito, estiveram presentes na reunião de sexta-feira o secretário municipal do Meio Ambiente, José Ricardo Gracia, e o diretor do Departamento Zoobotânico da Secretaria do Meio Ambiente, Kazumi Kobayashi. Foram acompanhados por membros do Fórum Pró-Batalha em Bauru (a presidente, engenheira Nilcéia Paes Lourenço; o vice-presidente, professor Osmar Cavassan; e o diretor-executivo e responsável pela execução dos projetos, agrônomo David Pompei) e representantes do Instituto Vidágua, Aciflora, DPRN e Cetesb.