07 de julho de 2026
Geral

Queimaduras

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

21 estudantes sofrem queimaduras por removedor de verniz

Texto: Ieda Rodrigues

Vinte e um estudantes da escola estadual Ayrtom Busch, localizada no Parque Jaraguá, tiveram que ser atendidos no Pronto-Socorro da Bela Vista com queimaduras leves provocadas por removedor de verniz, anteontem à noite. E.G., 16 anos, morador no Jaraguá, aluno da 7.ª série, seria quem teria levado o removedor de verniz para a escola e, numa brincadeira, passado o produto no pescoço dos colegas.

Os fatos ocorreram na porta da escola por volta das 19 horas de terça-feira, no horário de entrada da aula no período noturno. Os alunos passaram a queixar-se de ardor no pescoço para a direção da escola e para o policial militar da ronda escolar, que estava na porta do estabelecimento. Eles foram levados ao PS no carro da diretora e de funcionários da escola e após medicados foram liberados.

Alguns pais dos alunos que sofreram queimaduras, indignados, foram até a escola, onde E.G. foi apontado como o autor da brincadeira com o removedor de verniz. O adolescente contou aos policiais que havia conseguido o produto - uma pasta incolor - no seu trabalho, onde atua como ajudante de pintor, para remover a tinta de sua bicicleta.

O irmão menor de E.G. teria passado o produto no pescoço de um vizinho, que teria sofrido queimaduras leves. Mesmo assim, o adolescente teria levado o removedor de verniz para a escola para fazer uma "brincadeira" com os estudantes. Na porta do estabelecimento, ele teria passado o produto em alguns colegas.

E.G., acompanhado de seus pais e de responsáveis pela direção da escola, foi encaminhado à delegacia, onde foi registrado ato infracional por lesão corporal. Ciente dos fatos, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, compareceu à delegacia e determinou a apreensão do adolescente. Ele foi encaminhado à cela especial da Cadeia Pública de Bauru.

A vice-diretora da escola Ayrton Busch, Dirce Maria Rodrigues Ferraz, disse que a atitude de E.G. será levada ao Conselho Tutelar e ao Conselho de Escola. O aluno está sujeito à punição escolar, que pode chegar até a expulsão.

Enquanto o caso não for analisado, o adolescente não retorna a freqüentar as aulas, segundo a vice-diretora. Dirce ressaltou que o caso das queimaduras foi um fato isolado na escola, que há um bom tempo não tem enfrentado problemas de violência entre alunos.