Região nordeste vive epidemia de dengue
A região nordeste da cidade (Vila Santa Luzia, núcleo Beija-Flor, núcleo Mary Dota e bairros próximos) está vivendo uma epidemia de dengue. Nesta sexta-feira, sete novos casos da doença foram confirmados na área, todos autóctones, isto é, de pessoas que se contaminaram no próprio município: uma mora no Jardim Eldorado, quatro na Vila Santa Luzia, uma no Jardim Araruna e uma no núcleo Beija-Flor.
Também está confirmado um caso importado - de paciente que foi contaminado fora da cidade - de pessoa que passou a Páscoa na casa de parentes, no Jardim Carolina. Oito exames clínicos em pessoas com suspeita da doença deram resultado negativo.
Agora, Bauru tem 19 casos de dengue confirmados desde o início do ano. Há 11 casos autóctones, a maioria na região nordeste, e oito importados. Existem 38 exames aguardando resultados.
O Departamento de Saúde Coletiva, DSC, órgão da Secretaria Municipal de Saúde responsável pela vigilância epidemiológica, já efetuou a busca ativa, isto é, o levantamento de novos casos suspeitos, em toda a vizinhança das residências dos pacientes. Também providenciou a eliminação dos criadouros em potencial do inseto transmissor, o mosquito "Aedes aegypti", na mesma área. Os técnicos estão na área há duas semanas, e devem permanecer por lá nos próximos dias.
Mas a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, demonstra preocupação com o comportamento da população da área.
"É puro descuido da parte da comunidade, a situação em que a região se encontra". Ela revela que as equipes de agentes do DSC estiveram no local há 45 dias, eliminando os recipientes que acumulem água de chuva e se transformem em criadouros para o inseto. Nas últimas duas semanas, voltaram à região e se surpreenderam: os criadouros estavam novamente em quintais e terrenos baldios.
"É preciso que a população da região se conscientize, pois caso contrário as consequências podem ser perigosas", adverte a diretora do DSC. Ela lembra que no ano passado, muitos casos de dengue - outra epidemia - foram registrados no núcleo Mary Dota. As pessoas infectadas na época podem se contaminar novamente, agora, e com isso contrair a forma mais grave da dengue, a hemorrágica, que pode levar à morte.
Outro apelo de Abreu é dirigido aos profissionais de saúde que atendem a população da região nordeste. A qualquer sintoma de virose - febre, dor de cabeça e dores no corpo, sem qualquer sinal de infecção no nariz, garganta, ouvido ou sem tosse - deve ser pedida investigação clínica do caso, orienta a médica. E as pessoas com suspeita de dengue, ou seja, as que aguardam exames clínicos, devem sair de casa o mínimo possível, nos primeiros seis dias das manifestações da dengue.