07 de julho de 2026
Geral

Imagem sacra

Redação
| Tempo de leitura: 14 min

Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima chega amanhã

Amanhã, segunda-feira, às 17h30 chega em Bauru a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. A visita faz parte das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. A chegada será no aeroporto local de onde a imagem será levada, pelo Corpo de Bombeiros para a Praça da Paz, onde os devotos recepcionarão a imagem.

A imagem permenecerá na cidade até às 21 horas da terça-feira. Neste período, os fiéis poderão acompanhar as missas e a programação. Todas as missas serão celebradas no Santuário Nossa Senhora de Fátima, Jardim Estoril.

As Aparições

Em 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas logo abaixo outro relâmpago iluminou o espaço e viram em cima de uma pequena azinheira

(onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o Sol", de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de junho, julho, setembro e outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em julho e setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de dezembro de 1925 e 15 de fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e, na noite de 13/14 de junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria), e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima".

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre abril e outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os

à oração e penitência.

Desde 1917, não mais cessaram de vir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de verão e inverno, e agora cada vez mais nos fins-de-semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.

Os Videntes de Fátima

Lúcia de Jesus. A principal protagonista das Aparições nasceu em 22 de março de 1907, em Aljustrel, na paróquia de Fátima. Em 17 de junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Depois foi para Tuy, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de outubro de 1928 e, em 3 de outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. No dia 31 de maio de 1949 fez a sua profissão de votos solenes. A Irmã Lúcia veio a Fátima várias vezes: em maio de 1946; em 13 de maio de 1967; em 1981, para dirigir no Carmelo, um trabalho pictórico sobre as Aparições; em 13 de maio de 1982 e em 13 de maio de 1991.

Francisco Marto. Nasceu em 11 de junho de 1908, em Aljustrel. Faleceu santamente no dia 4 de abril de 1919, na casa de seus pais. Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para "consolar a Nosso Senhor".

Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até ao dia 13 de março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria, lado nascente.

Jacinta Marto. Nasceu em Aljustrel, no dia 11 de março de 1910. Morreu santamente em 20 de fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.

Em 12 de setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cadáver do sepulcro da família do Barão de Alvaiázere, em Vila Nova de Ourém, para o cemitério de Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmãozinho Francisco.

No dia 1 de maio de 1951, efetuou-se, com a maior simplicidade, a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Basílica da Cova da Iria, lado poente.

O processo de beatificação dos Videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, depois das primeiras diligências feitas em 1945, foi iniciado em 1952 e concluído em 1979.

Em 15 de fevereiro de 1988, foi entregue ao Santo Padre João Paulo II e à Congregação para a Causa dos Santos a documentação que poderá levar o Santo Padre a proclamar "beatos" os dois Videntes de Fátima. Entretanto foram já declarados "veneráveis" por Decreto de 13 de maio de 1989 daquela Congregação. O último passo será, como esperamos, a canonização, pela qual serão declarados "santos".

Locais e Monumentos

Na Cova da Iria

Em frente da Basílica, sobre a colunata, podem ver-se as imagens de quatro santos portugueses: S. João de Deus, S. João de Brito, Santo Antônio e Beato Nuno de Santa Maria.

De um lado e de outro, da esquerda para a direita, mais os seguintes santos: Sta. Teresa de Ávila, S. Francisco de Sales, Beato Marcelino de Champagnat, S. João Baptista de La Salle, Sto. Afonso Maria de Ligório, S. João Bosco com S. Domingos Sávio, S. Luís Maria Grignion de Montfort, S. Vicente de Paulo, S. Simão Stock, Sto. Inácio de Loyola, S. Paulo da Cruz, S. João da Cruz e Sta. Beatriz da Silva.

Esplanada: com uma escadaria monumental e colunatas, com a Via Sacra em quadros de cerâmica policromada.

Capelinha das Aparições: verdadeiro coração do Santuário. Foi o primeiro edifício construído na Cova da Iria, no lugar das Aparições de Nossa Senhora. O local exato está assinalado por uma coluna de mármore sobre a qual é colocada a imagem de Nossa Senhora. Para aí convergem os quatro milhões de peregrinos que visitam anualmente o Santuário.

Basílica: iniciada em 1928 e sagrada em 7 de outubro de 1953. Os seus 15 altares são dedicados aos 15 mistérios do Rosário.

O quadro do altar-mor representa a Mensagem de Nossa Senhora aos videntes, preparados pelo Anjo de Portugal, através do seu encontro com Cristo na Eucaristia. Vêem-se o Bispo da diocese, de joelhos, do lado esquerdo, e as figuras dos Papas Pio XII (que consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 1942, e cujo legado coroou a Imagem de Nossa Senhora, em 1946), João XXIII e Paulo VI.

Os vitrais representam cenas das aparições e invocações da Ladainha de Nossa Senhora.

Nos quatro cantos do interior da Basílica encontram-se as estátuas dos grandes apóstolos do Rosário e da devoção ao Imaculado Coração de Maria: Sto. Antônio Maria Claret, S. Domingos de Gusmão, S. João Eudes e Sto. Estevão, Rei da Hungria.

Também se encontram na Basílica os túmulos de Francisco e Jacinta, e, na Capela-mor, os restos mortais de D. José Alves Correia da Silva, primeiro Bispo de Leiria da Diocese restaurada (1920-1957).

Órgão monumental, montado em 1952, possui cerca de 12 mil tubos.

Capela do Lausperene: Adoração perpétua do Santíssimo Sacramento situado no extremo da colunata, lado nascente. Não é visitável, a não ser para adoração em silêncio.

Azinheira Grande, debaixo da qual os pastorinhos e os primeiros peregrinos esperavam e rezavam o terço, antes de chegar Nossa Senhora.

Monumento ao Sagrado Coração de Jesus (1932) que se ergue no centro da praça, sobre um poço ali cavado e cuja água tem sido instrumento de muitas graças.

Albergue de Nossa Senhora das Dores, situado por detrás da Capelinha. Destina-se a receber os doentes nas grandes peregrinações, retiros e também para alojamento de peregrinos em geral. Cerca de 300 camas.

Reitoria: edifício do lado direito do Recinto, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, por cima e atrás da Reitoria. Cerca de 250 camas.

Muro de Berlim: na entrada do santuário, do lado sul da Reitoria, encontra-se um monumento constituído por um módulo de betão do Muro de Berlim (começado a construir na noite de 12 para 13 de agosto de 1961 e demolido a partir de 9 de novembro de 1989). Esse bloco foi oferecido por intermédio do emigrante português na Alemanha, Sr. Virgílio Casimiro Ferreira, e aqui colocado como grata recordação da intervenção de Deus, prometida em Fátima, da queda do comunismo. Pesa 2.600 quilos, mede 3,60 m de altura e 1,20 metros de largura. O arranjo do monumento é do arquiteto J. Carlos Loureiro. Foi inaugurado em 13 de agosto de 1994.

Cruz Alta, no topo sul do recinto. Comemora o encerramento do Ano Santo de 1951.

Monumento ao Papa Paulo VI: assinala a sua peregrinação a Fátima, em 13 de maio de 1967.

Monumento ao Papa Pio XII: construído com ofertas dos católicos alemães (1961).

Monumento a D. José Alves Correia da Silva: primeiro Bispo da Diocese restaurada de Leiria (1920-1957). Declarou dignas de fé as Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, e autorizou o respectivo culto (1930.10.13).

Centro Pastoral de Paulo VI (passar debaixo da avenida). Inaugurado em 13 de maio de 1982, pelo Papa João Paulo II, para apoio ao estudo e reflexão da mensagem de Fátima e dos problemas do mundo moderno, à luz do Evangelho. Salas de 2.124 e 700 lugares, e outras; dormitórios e restaurante para 400 pessoas. Visitável, quando não há atividades.

Outros locais - A 2-3 quilômetros do Santuário

Em Fátima (sede da Paróquia)

Igreja Paroquial: aí os videntes foram batizados e fizeram a sua inserção na comunidade cristã.

Cemitério: aí os corpos de Francisco e Jacinta estiveram sepultados.

Em Aljustrel e Valinhos

As duas casas dos pastorinhos: não sofreram transformação sensível depois das Aparições. Ao fundo do quintal da casa de Lúcia, o Poço, onde o "Anjo da Paz", "Anjo de Portugal", apareceu pela segunda vez (verão de 1916).

Casa-Museu de Aljustrel: junto à Casa de Lúcia.

Valinhos (a 400 metros de Aljustrel): local da 4ª aparição de Nossa Senhora, em 19 de agosto de 1917, assinalado por um monumento.

Loca do Anjo: onde as crianças receberam a primeira e terceira visitas do "Anjo da Paz" (primavera e outono de 1916).

Via Sacra e Calvário: a Via Sacra é composta de 14 capelinhas em memória da Paixão do Senhor e uma 15ª correspondente à Ressurreição. Sob o Calvário há uma Capela dedicada a S. Estêvão. As primeiras 14 foram oferecidas pelos católicos húngaros refugiados nos países do Ocidente e inauguradas em 12 de maio de 1964; a 15ª em 13 de outubro de 1992, com a presença do Embaixador da Hungria, já liberta do comunismo. A Via-Sacra parte da Rotunda de Santa Teresa e segue pelo caminho que os pastorinhos tomavam para ir de Aljustrel à Cova da Iria.

Cântico

A Treze de Maio

1. Aparaeceu A Treze de Maio/ Na Cova da Iria,

brilhando/ A Virgem Maria.

Refrão 1-9

Ave, ave, Ave Maria!

Ave, ave, Ave Maria!

2. A Virgem Maria/ Cercada de luz,

Nossa Mãe Bendita/ E Mãe de Jesus.

3. C'os males da guerra/ O mundo sofria:

Portugal ferido/ Sangrava e gemia.

4. Foi aos pastorinhos/ Que a Virgem falou:

Desde então nas almas/ Nova Luz brilhou.

5. Com doces palavras/ Mandou-nos rezar

A Virgem Maria,/ Para nos salvar.

6. Disse que a pureza/ Agrada a Jesus;

Disse que a luxúria/ Ao fogo conduz.

7. A Treze de Outubro/ Foi o seu adeus,

E a Virgem Maria/ Voltou para os céus.

8. À Virgem bendita,/ Cante seu louvor

Toda a nossa terra/ Num hino de amor.

9. Todo o mundo a louve/ Para se salvar,

Desde o vale ao monte,/ Desde o monte ao mar.

Encarecidamente

É para nós uma altíssima honra recebermos em nosso seio a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima e nos dignifica, grandemente, estarmos tendo a oportunidade rara de dedicarmos os nossos humildes préstimos Àquela que visitamos, emocionados, por duas vezes na Cova da Iria, em Fátima. A estada da Imagem Oficial em Bauru, provinda de Portugal, constituir-se-á para a nossa região num justo motivo de orgulho que será tido perene no reconhecimento

àqueles que nos propiciaram o apoio, - incondicional apoio

- à realização de um acontecimento religioso de tal envergadura.

A nossa alma de cristãos, neste momento, se eleva, se purifica ao contato com a pureza beatífica e sente-se próxima de Deus, através do envolvimento que a presença da imagem da Rainha da Paz nos transmite ao íntimo.

Que Nossa Senhora de Fátima, na sua suprema bondade, se apiede do nosso povo e das suas amarguras, e, lhe dê a graça de seguir, sempre, os caminhos do bem e da verdade, do amor e do perdão e que, na sua onisciência, nos guie, através as tentações da vida, encorajados pela fé, até os sentimentos mais puros.

Para nós, cujas almas se têm debatido, esperançados pelo seu amor e o seu perdão, nos cumpre alegrar-nos com este momento de comunhão, do mesmo modo que a Ela elevamos os nossos corações, pedindo-lhe seja a fé que há de viver no nosso peito, mais forte, mais intensa, bastante vigorosa, não titubeando, não amenizando, não enfraquecendo na jornada longínqua e permita, possamos, chegar até Ele com a alma pura, coração pleno de fé, consciência tranqüila de haver cumprido a nossa missão terrena de fraternidade e de amor comum.

A bondade divina haverá de considerar o nosso rogo, imprimindo no imo de nosso ser, sentimentos puros, fortalecendo com a confiança na Providência o nosso ânimo, de modo a que as tentações não nos atinjam o coração e a nossa vida seja uma seqüência de atos dignos, de ações edificantes, que nos dêem à alma o sabor do Bem.

Que N. S. de Fátima faça recair sobre nós o seu olhar bondoso e misericordioso, guiando-nos nas peripécias, orientando-nos entre os abrolhos da jornada e preservando-nos as virtudes consentâneas do exemplo edificante da moral cristã.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós, pecadores, encarecidamente.

Programação da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima

Dia 8 de Maio

17h30 - Chegada prevista no Aeroporto de Bauru

18 horas - Saída do cortejo para a Praça da Paz

Prece pela Paz Mundial - Pe. Antônio Pires Nunes da Rocha

19 horas - Saída do cortejo para a Praça Portugal

Parada simbólica em homenagem póstuma ao Capitão Pedro Álvares Cabral e aos seus navegadores

20 horas - Missa de Acolhimento

Local: Santuário N. S. de Fátima

Grupo Coral de S. Judas e S. Dimas

Regente: Marli Fernandes

Celebrante: Pe. Antônio Pires Nunes da Rocha

21 horas - Procissão das Velas (levadas pelos devotos)

Dia 9 de Maio

6h30 - Missa dos Trabalhadores

Local: Santuário N. S. de Fátima

Grupo Coral de Santo Antonio

Regente: Manoel Ferreira Salles

Celebrante: Pe. Carlos Siqueira

15 horas - Missa dos Doentes

Local: Santuário N. S. de Fátima

Grupo Coral da Catedral

Regente: D. Dalva de Oliveira

Celebrante: Pe. Antônio Pires Nunes da Rocha

20 horas - Missa do Descobrimento

Local: Santuário N. S. de Fátima

Coral Arte Viva

Regente: Sonia Berriel

Celebrante: Pe. Antônio Pires Nunes da Rocha

21 horas - Cortejo de despedida da Imagem Peregrina de N. S. de Fátima até à Praça da Paz, de onde seguirá para São Paulo, para a Mega-Missa programada para o Estádio do Morumbi do São Paulo F.C.