07 de julho de 2026
Geral

CPFL

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Sindicatos se manifestam contra CPFL

Texto: Patrícia Zamboni

Foi expressiva a manifestação de consumidores e sindicalistas, ocorrida ontem à noite, em frente ao prédio da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). De acordo com o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Bauru

- Sinergia (filiado à Central Única dos Trabalhadores-CUT), Jesus Garcia, participaram do movimento cerca de 100 a 150 pessoas. Os principais temas da manifestação foram as elevações das tarifas de energia elétrica, o fechamento dos escritórios de atendimento de Bauru - que a partir desta segunda-feira estarão centralizados em Campinas, pelo 0800-1010 (reclamações)

-, e a queda da qualidade nos serviços prestados pela Companhia depois do processo de privatização. Todos os manifestantes chegaram ao local com velas acesas para protestar.

"A paralisação está muito interessante porque tem uma participação qualificada. Temos aqui membros de vários Sindicatos, Associações de Moradores de diversos bairros da cidade, como Pousada da Esperança e Jardim Eldorado, além de consumidores. As velas acesas simbolizam a exclusão social com o fim da tarifa de baixa renda da CPFL. Apesar da empresa ter sido privatizada, a energia elétrica é um bem público e essencial para o ser humano", disse Jesus Garcia, durante a manifestação.

De acordo com ele, dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) do Estado de São Paulo, indicam 50% de inadimplência da população com a CPFL. "Bauru não foge à regra. Tem muita gente que não está conseguindo pagar a conta de energia depois da eliminação da tarifa de baixa renda e com todos os reajustes que já foram aplicados. O último, por exemplo, foi de 6,98%. Existem casos de pessoas que tiveram aumento de 100%, 200% e até de 300% na conta de energia da sua casa. Isso é um problema sério", observou Garcia.

Durante a manifestação, todos os representantes de Sindicatos e de Associações presentes, fizeram uso da palavra para registar o seu protesto contra os procedimentos que vêm sendo tomados pela direção da CPFL após a privatização.