Professores em greve fazem passeata
Texto: Ieda Rodrigues (*)
Professores, diretores e funcionários da rede estadual de ensino, em greve desde o último dia 4, fizeram uma assembléia em frente à Câmara Municipal, e em seguida saíram em passeata até a Praça Machado de Mello, ontem
à tarde. A Polícia Militar interditou o trânsito na avenida Rodrigues Alves, nos dois sentidos, entre 17 e 18 horas, mas não registrou nenhum incidente.
Os cerca de 500 professores que participaram da assembléia votaram pela manutenção da greve. Está marcada uma assembléia regional, para a próxima segunda-feira,
às 17 horas, novamente em frente à Câmara Municipal. A categoria vai encaminhar proposta ao comando de greve estadual, para que a próxima assembléia estadual ocorra em frente à Assembléia Legislativa, na quinta-feira.
Os professores reivindicam 54,7% de reajuste salarial, o que elevaria o piso da categoria de R$ 448,00 para R$ 755,00. O Estado ofereceu, por enquanto, reajuste zero, o que está desagradando muito as categorias do Magistério. A adesão à greve em Bauru é uma das maiores do Estado. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
(Apeoesp), a paralisação, em Bauru, está entre 90 e 95%. Já
Alguns dos professores e funcionários do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em greve por reajuste salarial desde 26 de abril, participaram, para demonstrar apoio, da passeata dos professores da rede estadual. Os manifestantes saíram de frente à Câmara seguindo pela avenida Rodrigues Alves, entraram na rua 13 de Maio, 1.º de Agosto, até a Praça Machado de Mello, onde o movimento se dispersou.
Alguns deles seguiram, de carro, para a sede da Companhia Paulista de Força e Luz, onde foi realizado um protesto contra a extinção da tarifa social. Duílio Duka de Souza, diretor da Apeoesp, disse que, durante a passeata, muitas pessoas que estavam nos pontos de ônibus e andando pelo Centro demonstraram apoio ao movimento, acenando positivamente.
* Colaborou Adriana Rota