Adubo: vendas crescem 23% no 1º trimestre
As entregas de adubo ao consumidor final no primeiro trimestre deste ano somaram 2,685 milhões de toneladas, volume 23% acima do entregue em igual período do ano passado e o melhor desempenho nos últimos seis anos. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos
(Anda).
Para o presidente da Solorrico, empresa de fertilizantes do Grupo Cargill, Tássio Domingues, o crescimento real é, na verdade, de cerca de 10%. Segundo ele, é necessário comparar as vendas de 2000 com as vendas do mesmo período de 1998 (2,385 milhões de t) e não de 1999 (2,177 milhões de t). "O resultado do primeiro trimestre de 1999 foi prejudicado pela desvalorização cambial de janeiro de 1999, que fez com que as vendas ficassem praticamente paradas em fevereiro e março", disse.
Segundo ele, parte do crescimento de 23,3% registrado pela Anda
é, na verdade, uma reocupação do espaço perdido no ano passado. Domingues disse também que o crescimento real de cerca de 10% deveu-se ao fato dos preços das commodities estarem mais elevados, o que incentivou o investimento em tecnologia. O executivo informou que os números do primeiro trimestre refletem as vendas realizadas efetivamente, não computando possíveis contratações
futuras de fertilizantes.
Segundo ele, a Solorrico não trabalha com troca de insumos por produto. "Nossas vendas são sempre com dinheiro", disse. Domingues estima que, em 2000, as vendas de fertilizantes registrem um crescimento de 3 a 4 % em relação a 1999 e que, em relação a 1998, as vendas fiquem entre estáveis e queda de 2%. (AE)
BNDES financia R$ 47,8 mi em máquinas agrícolas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou um volume de R$ 47,816 milhões em recursos através de seu Programa de Modernização de Frota Agrícola (Moderfrota), desde março de 2000, quando a linha foi lançada. A informação
é do chefe de departamento agrícola do Finame, Luiz Antonio Araújo Dantas.
Segundo ele, em março, os desembolsos atingiram R$ 15,7 milhões em abril, estes desembolsos dobraram para R$ 31 milhões. "Este crescimento deve-se ao baixo patamar de juros cobrados por esta linha, bem abaixo da taxa básica do mercado, em torno de 18% ao ano e à pré-fixação, que permite ao produtor saber com antecedência o valor das parcelas a serem pagas", disse.
A linha do Programa de Modernização de Frota Agrícola tem
juros de 8,75% ao ano para o agricultor que tem renda anual de até
R$ 250 mil e juros de 10,75% para o produtor com renda superior a este patamar. O prazo de pagamento é de até 6 anos para tratores e 8 anos para colheitadeiras. Dantas disse que estes juros pré-fixados são os mais baixos dos
últimos 30 anos.
Outro programa do BNDES, o Pró-Leite, que incentiva a mecanização do setor leiteiro, para que o produto seja homogeinizado e pausterizado, também aumentou de forma expressiva suas contratações.
Lançado em setembro de 1999, o Pró-Leite registrou, no último quadrimestre de 1999, desembolsos de R$ 2 milhões. No primeiro trimestre de 2000, os desembolsos já atingiram R$ 21 milhões. Também neste caso, Dantas disse que os juros baixos do BNDES e a possibilidade de prever os pagamentos são os grandes atrativos da linha. Os juros são de 8,75% ao ano, a linha financia 100% do bem com valor máximo de R$ 25 mil e o prazo de pagamento é de 5 anos. (AE)