Programa de Renovação da Frota não sairá com facilidade avalia a GM
Texto: Paulo Toledo
"É muito difícil prever se e quando vai sair o programa de renovação da frota brasileira". A afirmação é do diretor-geral de Marketing
& Vendas da General Motors (GM), Joseph H. Damour, afirmando que a montadora vem trabalhando junto com a Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Afavea), no sentido de montar um programa que seja benéfico para todos os setores envolvidos, desde os fabricantes até os consumidores do varejo. Porém, não considera que o programa não sairá com facilidade.
Damour, que esteve em Bauru, nesta semana, para entregar um prêmio
à Amantini Veículos (veja matéria nesta página), disse que o programa tem que ser lançado de forma que as vendas sejam alavancadas, de forma a compensar com o volume os lucros que as montadoras e concessionária devem abrir mão, assim como os impostos que deixarão de ser arrecadados.
"É isso que estamos trabalhando com o governo, para tenta montar e aprovar esse programa.
O diretor de Marketing diz que o preço dos veículos caiu em dólar, em relação ao último ano. O problema é que o consumidor perdeu seu poder aquisitivo, prejudicando a relação preço do veículo-poder de compra. Para ele, o aumento ocorrido foi só para repor os custos das montadoras. "Aumentou o preço porque não tinha outra saída", afirmou.
Damour defende a redução do custo dos financiamentos dos veículos como forma de facilitar o acesso do consumidor ao produto, já que 70% dos veículos comprados são financiados. Para ele, o governo também já entendeu isso e vem tentando realizar essa redução.
O diretor destaca que a GM vem aumentando seu "market share"
(índice de participação no mercado), nos
últimos cinco anos, saltando de uma participação de 19%, em 1996, para 22,5%, no ano passado. Ele crescimento está alicerçado em três estratégias: fortalecimento da rede de concessionárias, para aumentar a satisfação do cliente, buscando manter as linha de produtos como uma das mais completas do mercado; e fazendo um forte trabalho de marketing, para atrair os clientes para a lojas. "mantendo essas três estratégias, estamos preparados para crescer, nos próximos anos.
Damour disse que o lançamento do "Blum Car" novo carro pequeno da GM deve ser mais um componente no aumento das vendas. Porém, a montadora vem buscando cercar todos os seguimentos, inclusive com a mudança de visual da S-10 e da Blazer básica, além da inclusão do motor movido a diesel.
Corsa a álcool
Depois de estar ausente do seguimento de carro movido a álcool, desde 1995, a GM vai passar a produzir o modelo Corsa na versão a álcool a partir do dia 20 na unidade de São José dos Campos. A montadora deixou de produzir carros a álcool em 1995. O último modelo nessa versão foi o Omega. Apenas a série Wind, nas versões três e cinco portas, e o Sedan com quatro portas terão a opção a álcool, com motor 1.0.
Damour disse que, no varejo, não haverá diferença de preços entre os modelos a álcool e a gasolina. Porém, no caso de frotistas e de órgãos governamentais, os valores de descontos serão analisados caso a caso. O diretor de Marketing afirma que esse é um segmento que a empresa terá que fazer um amplo trabalho, pelo fato de estar afastada há tanto tempo.
Os planos da GM são de passar a produzir outros carros a álcool, até o final deste ano. Damour diz que o maior desafio, no memento, é criar um nível de confiança dos consumidores de que a política governamental para o combustível alternativo não vai mudar, ou seja, a GM encara que existem dois aspectos: o do produto a ser oferecido e o aspecto político, de convencer o governo
é necessária uma política mais saudável e constante para esse segmento. Amantini recebe prêmio de melhor concessionária da GM
A Amantini Veículos recebeu da General Motors o prêmio de qualidade desenvolvida pela montadora, o Total Entusiasmo do Cliente (TEC). Neste ano, a Amantini foi uma das nove concessionárias do País a atingir o nível "A" com a pontuação máxima, colocando-a em posição de destaque. O prêmio, de acordo com Joseph H. Damour, diretor geral de Marketing e Vendas da GM, coloca a empresa bauruense como a
"melhor entre as melhores".
Em todo o País, 90 concessionárias atingiram o nível
"A". Porém, somente as nove tiveram a pontuação máxima. De acordo com Damour, a premiação
é fruto de uma avaliação rigorosa que a GM passou a fazer de suas concessionárias, desde 1990, que classifica as empresas nos níveis "A", "B" e "C", em relação a todos os aspectos de relacionamento com o cliente, na área de vendas e pós-vendas.
O diretor da GM afirmou que apenas 10% da rede de concessionárias
(90) tem o nível "A", hoje em dia. Para ele, a posicionamento alcançado pela Amantini demonstra que
é uma empresa que está trabalhando muito bem e tem tudo para obter um grande crescimento.
Durante a solenidade de entrega do prêmio, Damour disse que a Amantini tem números, em seu índice de satisfação dos clientes, quase inéditos no País. Disse que o grande desafio, agora, é manter a qualidade no nível de atendimento.
Renato Amantini destaca que o prêmio é o ponto máximo no qual a concessionária poderia chegar dentro da Rede GM. Ele destaca que o fato de atingir a pontuação máxima coloca a empresa numa posição de destaque, uma vez que essa avaliação é feita em cima de dados, que refletem todo o profissionalismo que é implementado na Amantini Veículos.
Renato Amantini disse que o resultado foi possível graças
à determinação da equipe, que tem grande confiança na marca. Ele destacou que todos os departamentos da empresa foram fundamentais para que o trabalho obtivesse esse reconhecimento. (PT)