Entrega da ponte que liga D.I. ao Mary Dota foi adiada
Texto: Adriana Rota
A ponte sobre o Rio Bauru, que faz ligação entre as regiões do Distrito Industrial e do Núcleo Mary Dota, deve ser entregue somente até 30 de junho, configurando o segundo adiamento desde o início das obras, em agosto do ano passado. Até lá, uma pinguela que não oferece segurança alguma continua sendo a alternativa dos moradores.
A notícia mais recente sobre a ponte, veiculada pelo Jornal da Cidade no dia 4 de março deste ano, dava conta de que as obras previstas para serem entregues em fevereiro haviam sido transferidas para o dia 15 de maio (ontem), a pedido da empresa vencedora da licitação - Toffer, de Piracicaba - que teria sido prejudicada pela intensidade das chuvas.
"Nós aceitamos porque tecnicamente era inviável continuá-las", disse o secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias. Da data de reportagem até ontem, um novo adiamento teria sido solicitado pela empresa. Assim, a entrega da ponte teria ficado marcada para, no máximo, 30 de junho.
Na ocasião, Dias espera já ter concluído os trabalhos de terraplenagem - que já estariam em estágio avançado, segundo funcionários que trabalhavam no local - e a colocação de guias e sarjetas. O processo de desapropriação de um terreno vizinho, pertencente
à Fepasa, também já teria sido providenciado pela Prefeitura. Quanto à ponte, ela estaria na fase de escoramento e lançamento dos fundos de viga.
Enquanto não fica pronta, os moradores das imediações continuarão tendo de passar por uma pinguela que não oferece um mínimo de segurança: com cerca de 1,20m de largura e 20m de comprimento, ela pende para um lado e balança. A terra sobre suas madeiras faz com que fique escorregadia, representando ainda mais riscos, especialmente à noite, já que não existe iluminação no local.
O secretário de Obras informou que não existem planos de, pelo menos, reforçá-la até que a ponte oficial esteja pronta. Na sua opinião, compensa esperar, já que a perspectiva de espera é de um mês e meio.
Quem depende da via, por sua vez, reclama. "Eu tenho de passar por ela duas vezes por dia, porque moro na Vila São Paulo e trabalho no Jardim Redentor. Não há segurança nenhuma, mas é o caminho mais rápido de um lugar para o outro. Geralmente as mulheres desistem de passar, por medo", disse o pintor e pedreiro Gilmar Modesto da Silva, 28 anos.
Na opinião do eletricista Alex Machado Gomes, 16 anos, que mora no Núcleo Mary Dota e trabalha no Distrito Industrial, a obra está avançando, mas o progresso é lento. "Tem hora que fica um monte de gente esperando para passar, porque é perigoso passar tudo de uma vez", contou.
Outros moradores dos arredores, como o pedreiro Antônio M. de Souza Filho, destacaram, ainda, a questão da segurança no local.