07 de julho de 2026
Geral

Habitação

Paulo Toledo
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Caixa intensifica cobrança habitacional

Texto: Paulo Toledo

A Caixa Econômica Federal (CEF), vem apertando o cerco contra os mutuários inadimplentes. Júlio César Scaramuze de Toledo, superintendente do Escritório de Negócios da Caixa, em Bauru, destaca que a instituição está buscando agilizar o trabalho, terceirizando a cobrança. Desde outubro de 99, de 7.214 contratos repassado para duas cobradora, 5.526 já foram negociados.

Na região de abrangência do Escritório de Negócios Bauru, que compreende imóveis localizados em 93 municípios, atuam o Bancred e o Escritório Unidos. A Caixa repassa para essas empresas contratos com atrasos superiores a 31 dias.

Toledo destaca que os contratos habitacionais sob responsabilidade do Escritório de Negócios de Bauru cresceu de 16 mil, em 1997, para mais de 48 mil atualmente. Com isso, foi necessário buscar a ajuda externa para realizar a cobrança das inadimplências, que sobrecarregariam as agências, caso fossem feitas diretamente.

" A terceirização é uma alternativa que se vislumbrou e que temos a esperança que dê certo", afirmou.

Toledo disse que a Caixa está deixando para trás a cultura de que um contrato poderia ficar seis ou sete meses em atraso. De acordo com ele, as agências já estão fazendo a cobrança a partir do primeiro dia de atraso, quando o mutuário já é contatado por telefone. A partir deste mês, no 31.º dia de inadimplência, a cobrança é transferida para as empresas especializadas, que partem para o trabalho de campo.

Hoje em dia, a Caixa ainda tem contratos que estão com atraso de 48 prestações, em razão dos antigos procedimentos. Para Toledo, isso é muito ruim para o sistema, pois a falta de retorno do dinheiro faz com que se tenha menos para financiar novas unidades habitacionais.

Balanço

Um balanço inicial da efetividade do trabalho de cobrança das empresas terceirizadas, indica, na avaliação da Caixa, bons resultados: No mês de outubro/99, o Escritório de Bauru repassou às empresas de cobrança o primeiro lote de inadimplentes, num total de 4.613 contratos. No final do mês de fevereiro, esse lote foi devolvido à instituição, apresentando com 3.415 contratos negociados, que permanecem pagando em dia e 1.198 sem pagamento.

No mês de novembro/99, foi encaminhado lote com 2.601 contratos inadimplentes e, no final de março, retornaram à Caixa 2.111 contratos negociados e 450 ainda na condição de devedores.

Dos contratos que foram devolvidos inadimplentes pelas empresas de cobrança terceirizadas nos meses de fevereiro e março

(1.648), a Caixa já encaminhou 250 para execução, sendo que desse total, 152 são de imóveis localizados em Bauru. O prazo médio para a retomada do imóvel, após iniciado o procedimento de execução,

é de 150 dias.

Toledo destaca que a Caixa "não tem o menor interesse em retomar os imóveis inadimplentes", sendo que a negociação é a prioridade. Porém, afirma, "cabe ao mutuário honrar seu contrato habitacional, fazendo retornar aos cofres do FGTS o dinheiro emprestado, que será empregado na construção de novas unidades habitacionais para a comunidade local".