08 de julho de 2026
Geral

Santa Rita

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

"Santa das causas impossíveis" lota paróquia de Bauru

Texto: Adriana Rota

A Paróquia Santa Rita de Cássia comemorou o dia da padroeira, ontem, com a presença de inúmeros fiéis nas missas das 7h30, 15 e 20 horas. Considerada como a "santa das causas impossíveis", ela transformou o ambiente num imenso vaso de flores vermelhas, símbolo do que seria um de seus milagres.

De manhã e à tarde, as missas contaram com a bênção das rosas, que os participantes levaram para casa "não como amuleto, mas como símbolo de esperança e de proteção", segundo ressaltou o padre José Maria Dornelas Carolino. O encerramento das comemorações pelo dia da Santa teve, ainda, uma procissão luminosa,

às 19h30.

A aposentada Railda Coimbra Couto carregava a sua rosa. Devota, saiu do Parque Bela Vista para reverenciar à Santa, descrita como um "modelo de vida para os cristãos". A estudante Rosilene Aparecida Nunes, 21 anos, compartilha dessa opinião. Ela disse que pediu, especialmente, pela saúde de dois amigos.

Uma promessa feita em agosto do ano passado foi o que levou a advogada Viviane Colacino de Godoy, 23 anos, à missa. "No dia 22 de todos os meses eu trago uma dúzia de rosas vermelhas para Santa Rita, agradecendo uma graça alcançada", disse, em companhia da mãe, que a teria "apresentado"

à Santa.

O cirurgião-dentista Paulo Eduardo Carvalho, 25 anos, também tinha um motivo louvável para comparecer à celebração: sua concepção só teria sido possível por obra de Santa Rita, uma vez que sua mãe não podia engravidar. "Quando eu era pequeno, ela me levava à missa. Agora eu continuo, não por obrigação, mas por vontade própria".

A rosa vermelha tornou-se símbolo da Santa depois que, em pleno rigor do inverno italiano, Rita pediu a uma parenta a flor, que deveria ser encontrada em seu antigo jardim. A pessoa achou que fosse um delírio, já que ela estava muito doente. No entanto, a rosa estava lá, apesar da geada. Mais tarde, a planta foi transplantada para um mosteiro da cidade de Cássia, que até hoje floresce e tem suas pétalas distribuídas como relíquias.