07 de julho de 2026
Geral

Empresariado

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Empresários devem ter metas para prosperar, diz professor

Texto: Patrícia Zamboni

Entender as causas e conseqüências da globalização, traçar metas e saber como enfrentar as mudanças são pontos fundamentais que devem ser seguidos por empresários que querem prosperar e sobreviver dentro deste panorama de abertura do mundo. Em visita a Bauru para ministrar palestra com o tema

"A empresa é você", o professor Ademir Costa falou sobre tudo isso e sobre a postura individual que cada pessoa deve ter no trabalho em uma organização para que todos, e a própria empresa, prosperem. O evento foi promovido pela Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) e pela Associação da Prosperidade da Seicho-No-Iê, que tem seu foco voltado a empresários, executivos, profissionais liberais e autônomos.

De acordo com o professor, o pensamento positivo, a base da filosofia pregada pela Seicho-No-Iê, é essencial para que o empresário assuma uma postura que vai permitir a ele vislumbrar novas perspectivas. Isso vai estimular todos os seus colaboradores e fazer com que o grupo leve a empresa a crescer. "O empresário tem sob sua responsabilidade a vida de diversas famílias, que são as de seus funcionários. O executivo é o elo de ligação entre empresa e empresário. Portanto, ambos têm que ser flexíveis e assumir posturas de vida que sejam favoráveis a eles e aos funcionários de sua empresa", afirma o professor.

Para ele, a falta de uma cultura brasileira, pelo fato do Brasil ser um país jovem, faz com que as pessoas não tenham uma filosofia de vida. "O Brasil tem só 500 anos. O Japão, onde foi criada a Seicho-No-Iê, tem uma cultura de 5 mil anos. Os japoneses têm uma postura de reverência ao chefe, à família e às tradições que leva a uma condição muito melhor de vida, e

é isso que as pessoas passam a entender quando conhecem a filosofia da Seicho-No-Iê", observa Ademir Costa.

De acordo com o professor, a base da prosperidade está na harmonia. Pessoas em desarmonia não conseguem prosperar, afirma. "A primeira coisa afetada pela desarmonia é o relacionamento pessoal, e o ser humano não vive sozinho. Ou seja, quanto mais mal humorado, mais crítico e temeroso diante da vida você for, mais você vai se isolar, e aí, não conseguirá obter prosperidade na vida. Quanto mais otimista, mais coisas boas você vai colher. Os bons negócios aparecem para pessoas assim. Se você plantar vento, vai colher tempestade. É isso que eu espero que as pessoas entendam durante as minhas palestras", diz Costa.

Para pessoas que comandam uma organização, o medo de investir e de arriscar por causa de previsões pessimistas que são divulgadas, é o início dos problemas da empresa. "É preciso ter metas e praticá-las. Quando um empresário fica ligado às informações pessimistas que são divulgadas, mais temeroso ele irá ficar, não terá ânimo, não vai querer investir e, consequentemente, não vai prosperar. Mas se ele não prosperar, seus funcionários também não prosperam e os reflexos negativos vão acontecendo em cadeia. Muitas empresas faliram por causa da cabeça de um empresário pessimista que não acompanhou a evolução. Esse é o reflexo. É preciso planejar as coisas, e isso não diz respeito a decisões futuras, e sim, aos impactos futuros do que você decide hoje", afirma o professor Ademir Costa.

A dificuldade nessa questão, segundo o professor, é que o brasileiro não foi treinado para planejar. As mudanças constantes da economia no País não permitiram isso.

"O brasileiro não sabe planejar. Nos últimos 30 anos o Brasil trocou oito vezes de moeda, perdeu 12 dígitos na moeda e 15 dígitos na inflação. As coisas estão assim agora porque o mundo evoluiu muito. Nós estamos atrasados, em relação aos países desenvolvidos, 25 anos. Foi o tempo que durou a economia fechada, de 1970 a 1995. O que aconteceu depois disso é que o empresário mudou, mas não acompanhou as transformações. Os empresários podem, e devem, mudar. E precisam fazer isso o mais rápido possível, ao contrário, não sobreviverão. É isso que nós, da Seicho-No-Iê, estamos tentando fazê-los entender com esses eventos de orientação", afirma o professor Ademir Costa.