07 de julho de 2026
Geral

Saúde

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Assembléia permanente no Lauro tem boa receptividade

Texto: Erika de Lima

A assembléia permanente realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo

(SindSaúde) ontem, pela manhã, no hospital Lauro de Souza Lima foi revertida em uma reunião construtiva, tendo a participação de mais de 50 funcionários.

O número de participantes não foi tão grande porque muitos ainda não haviam sido avisados, afirma a representante do comando de greve da regional de Bauru, Iraci Borges Pereira Luz.

Segundo Iraci, a assembléia permanente já havia conseguido levantar algumas questões internas, que estavam atrapalhando o andamento do trabalho. "Nós ficamos muito satisfeitos com esse primeiro dia, principalmente pela forma com que a reunião foi encaminhada", afirma.

Foram formadas algumas comissões para percorrer os diversos setores do hospital e convidar mais funcionários para participar da assembléia. De acordo com Iraci, os grevistas discutiram sobre algumas situações que ocorriam internamente e também sobre o corte de passes para aqueles que faltarem por algum motivo no trabalho. "Foi muito positiva a reunião porque as pessoas deram outra visão ao movimento. Até houve interesse de funcionários que não haviam aderido

à greve, mas que acabaram participando do debate", relata.

A diretoria do hospital, mesmo sendo vista como representante do governo, não puniu ninguém. "Não queremos atrito com nenhum órgão do governo, apenas pretendemos negociar nosso reajuste", ressalta a representante do comando de greve.

O registro da entrada e saída dos funcionários continua sendo feito.

O comando de greve continuará de prontidão até amanhã, dia decisivo, quando uma nova assembléia será realizada, às 9 horas, no hospital, para discutir o assunto inicial do movimento.

A categoria está reivindicando aumento salarial de 67,8%, piso de três salários mínimos, regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os administrativos e carreira de apoio à pesquisa, distribuição igualitária do prêmio de incentivo para todos os trabalhadores e vale-refeição de R$ 8,40.

Hoje, pelo menos, um ônibus sairá do hospital para ir até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), para o encontro de grande parte do funcionalismo público.

Errata

Na matéria intitulada "SindSaúde espera adesão de 100% do "Lauro" à greve", na edição de ontem, no sexto parágrafo houve um equívoco no que diz respeito à punição do hospital Lauro de Souza Lima. A instituição não estaria punindo aqueles que aderiram à greve, e a carta das diretorias técnicas dos hospitais já havia sido encaminhada independente da greve.

Nela constava que a diretoria iria cortar os passes de todos os funcionário que entrarem em férias, licença de saúde, faltas abonadas, justificadas, injustificas e doação de sangue. Esse é um procedimento que já existe e é adotado pelas instituições, e que segundo o SindSaúde, não é uma "prática" feita com todos os profissionais de saúde.

O que o SindSaúde quer, é que a lei seja igual para todos, tanto para aqueles que não têm um compromisso com o público quanto para os "compromissados".