07 de julho de 2026
Geral

Agressões

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Entidades e sindicatos de Bauru repudiam agressões

Texto: Ieda Rodrigues

Representantes da Apeoesp (sindicato dos professores da rede oficial do Estado de São Paulo), do Sindicato dos diretores do magistério oficial do Estado de São Paulo (Udemo), do Centro do Professorado Paulista (CPP), do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Sindicato dos Bancários, do Sindicato dos Ferroviários e do Sindicato da Saúde, em reunião ontem à tarde, repudiaram as agressões das quais foram vítimas grevistas e o governador de São Paulo, Mário Covas nos últimos dias.

Durante a reunião, realizada no CPP, os representantes das entidades e sindicatos elaboraram um ofício de repúdio

às agressões, que seria entregue ainda ontem à dirigente regional de ensino, Edinéa Sita Cucci, para que ela o encaminhe à Secretaria Estadual de Educação. Com isso, os grevistas querem amenizar os ânimos que, nos

últimos dias, estiveram acirrados de ambos os lados e acabaram culminando na agressões de grevistas por parte da polícia, durante as manifestações, do governador Mário Covas e do ministro da Educação, Paulo Renato.

Duílio Duka de Souza, coordenador e diretor da Apeoesp, disse acreditar na abertura de negociação sobre o reajuste salarial nos próximos dias, mas ressaltou que a greve dos professores não terminou. "Pelo menos até o dia 8, quando haverá assembléia em São Paulo, estamos em greve", disse.

Em outro ofício, as categorias do magistério defendem que não tem cabimento a Secretaria de Educação elaborar um calendário de reposição de aulas antes do fim da greve. Esse documento também deve ser entregue

à Secretaria Estadual de Educação por Edinéa, na próxima semana.

A princípio, os professores reivindicaram um calendário

único de reposição das aulas. No entanto, na reunião de ontem, decidiram que o calendário só deve ser elaborado após o fim da greve. Na avaliação da Apeoesp, 65% dos professores ainda continuavam em greve ontem em Bauru. A Diretoria de Ensino informou que mais duas escolas voltam às aulas normalmente ontem, somando-se 15 das 48. Outras 21 estariam parcialmente em aulas.

Professores, funcionários e alunos da Unesp fizeram, ontem, uma festa no câmpus para arrecadar dinheiro para o fundo de greve. O câmpus de Bauru está em greve desde o dia 26 de abril. Já os professores do magistério entraram em greve dia 4 de maio.

Grevistas fazem concentração hoje na Praça Rui Barbosa

Professores e funcionários do magistério e da Unesp e servidores da saúde que estão em greve, além de outras categorias, como bancários, fazem hoje, às 10 horas, uma concentração na Praça Rui Barbosa. Os grevistas devem levar faixas e cartazes pedindo a abertura imediata da negociação de reajuste salarial, atendimento das reivindicações e a não-violência.

Da Praça Rui Barbosa, os manifestantes vão sair em passeata pelo Calçadão da Batista de Carvalho. Está marcada para a terça-feira, às 15 horas no CPP, uma outra reunião regional para discutir o andamento da greve. (IR)