07 de julho de 2026
Geral

Roubo de gado

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Animais são abatidos em propriedades rurais da região

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Moradores do bairro rural Rio Verde, localizado na rodovia Bauru/Iacanga, estão apavorados com o número de abate clandestino de gado que está ocorrendo nas propriedades rurais. Na madrugada de ontem, uma novilha e uma vaca prenha foram abatidos de forma cruel na Chácara São Lucas. Parte da carne dos dois animais foi furtada.

Os infratores agem, provavelmente, durante a madrugada, e invadem as propriedades. Escolhem os animais mais mansos e os arrastam até um local onde eles possam ser mortos. Com uma machadada na cabeça, os abatedores imobilizam o animal e, com um facão, sangram o pescoço.

Munidos de equipamentos profissionais, os infratores desossam e levam as partes traseira, dianteira e o lombo do animal. A carcaça do animal é deixado no pasto. Em seguida, os ladrões fogem sem deixar pistas.

Os abates têm sido constantes e os moradores da zona rural estão amedrontados com a ação. "Em um mês foram abatidos cinco animais. Há 15 dias mataram duas vacas de um vizinho que mora do lado esquerdo. Há 12 dias mataram duas vacas do vizinho da direita, e hoje (ontem) mataram dois animais meus", contou o proprietário rural Antonio Lucas da Silva.

Ele teme pela vida das pessoas que vivem nas chácaras daquela região. "Estamos com medo porque os infratores estão cada dia mais ousados. Sabemos que eles não chegam sozinhos, estão em grupo", disse. Silva calcula que os infratores levaram cerca de dez arrobas de carne. "O pior é que eles mataram uma vaca prenha. Em dois meses teria um bezerro", lamentou.

Autoria desconhecida

Os autores dos furtos e abates de gado, segundo o delegado titular do 2.º Distrito Policial, Renato Cagnacci, ainda são desconhecidos. "Estamos com uma equipe de investigadores trabalhando no caso. Quem tiver informações pode entrar em contato com a polícia", disse.

O delegado promete intensificar a ação a fim de conter o número de abates de gado. "Acreditamos que essa carne esteja sendo vendida nas casas dos infratores, e não em estabelecimentos comerciais, mas vamos checar os açougues, também", afirmou o delegado.