07 de julho de 2026
Geral

Assalto

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Caminhoneiro oferece carona e é assaltado na Bauru-Ipaussu

Mais uma vez, um aparente e ingênuo pedido de carona serviu de isca para assaltantes agirem nas estradas. Na tarde de ontem, o caminhoneiro catarinense Luiz Carlos Koehler, 41 anos, levou uma coronhada no rosto e quase perdeu seu veículo depois de atender a um pedido de carona de uma moça que estava na rodovia Bauru-Ipaussu, poucos metros adiante do Residencial Lago Sul. Pelo metros quatro pessoas estavam envolvidas no assalto.

A vítima contou à Polícia Rodoviária que seguia rumo a Ourinhos quando avistou a mulher na beira da estrada. "Uma moça morena", descreveu ele, sem informar outros detalhes sobre a aparência dela. Koehler, que disse não ter o costume de atender caroneiros, quebrou o hábito e encostou seu Scania, placas HQR - 6792 de Ilhota

(SC), poucos metros à frente. A mulher abriu a porta do passageiro e ficou conversando com o caminhoneiro - provavelmente para distraí-lo - até que seu comparsa, que estava escondido no mato, invadiu a cabine.

Quando percebeu que se tratava de um assalto, Koehler abriu a porta do seu lado na tentativa de sair, mas, antes que conseguisse, levou uma forte coronhada de revólver no rosto, a qual lhe provocou vários ferimentos. A vítima acredita que só conseguiu descer da cabine porque o ladrão avistou seu celular. Koehler foi abandonado no local e o casal de assaltantes seguiu a bordo da Scania.

No trevo que dá acesso ao município de Piratininga, o caminhão teria freado bruscamente, quase atingindo um outro veículo que passava pela estrada. Instantes depois, um carro de cor de roxa, quatro portas, cujo modelo e marca não foram identificados, parou e resgatou os dois.

Toda a movimentação foi testemunhada por duas moças que estavam no trevo aguardando carona. Elas contaram à Polícia que o veículo era ocupado por outros dois homens. Pela estranheza do fato, elas resolveram acionar o 190; a polícia logo estava no local e, pouco depois, localizou a vítima. A descrição do veículo usado pelos assaltantes foi passada às bases policiais de toda a região, mas até o final da tarde ainda não se tinha notícias sobre sua localização.

Briga no circular

Enquanto a Polícia tomava os dados do assalto ao caminhoneiro, outra ocorrência acontecia no trevo de Piratininga. Um ônibus circular da empresa Manoel Rodrigues, que faz a linha Ourinhos-Bauru, parou do outro lado da estrada e seu cobrador solicitou o auxílio dos policiais para conter uma briga entre passageiros.

A desavença teria começado durante a baldeação de passageiros em Santa Cruz do Rio Pardo e por conta de um banco para sentar. O teor das versões narradas pelos dois envolvidos, Anedino Fernando de Oliveira e Alessandro José de Paulo, são extremamente confusas. O bate-boca, porém, evoluiu para a agressão física, que acabou sobrando para outros passageiros que nada tinham a ver com a contenda.

Oliveira disse que Paulo foi sentar ao seu lado no meio da viagem.

"Ele estava bebendo e acabou dormindo e caindo em cima de mim. Eu levantei e fui sentar em outro lugar", alegou Oliveira. Paulo, por sua vez, passou a acusar Oliveira de roubo. "Por que ele se levantou daqui? Meus R$ 100,00 sumiram", questionava Paulo, que, depois de levar algumas broncas da Polícia e perceber a gravidade da acusação, amenizou o discurso.

"Só sei que meu dinheiro sumiu", passou a dizer, sem atribuir autorias e sem saber ao certo quanto realmente tinha em dinheiro. Paulo, que confessou no local ter cometido um assassinato quando ainda era menor, apresentava sintomas visíveis de embriaguez.

Depois de terem atrasado a viagem em mais de meia hora, os dois envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Piratininga, onde prestariam depoimento.