07 de julho de 2026
Geral

Coligação

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

PSDB quer vice e PTB na coligação

Texto: Daniela Bochembuzo

Para tucanos, coligação deve ser ampliada desde que os petebistas concluam que o PSDB tem mais direito de indicar o vice

O PSDB quer indicar o pré-candidato a vice na chapa de Pedro Tobias (PDT), mas também considera importante ampliar a coligação por meio de uma aliança com o PTB. Para tanto, os tucanos avaliam que os petebistas devem abrir mão da pré-condição de sugerir o vice.

Os tucanos aceitam conversar com os petebistas para convencê-los de que a vice-Prefeitura deve ser do PSDB e garantem ter argumentos para tanto. "Queremos discutir a força, a pujança de cada partido", afirma Rubens Spíndola, presidente do diretório municipal do PSDB.

A força, avalia Spíndola, vem do tempo de propaganda eleitoral na televisão (o segundo maior), do número de militantes ("juntos, temos mais filiados que o PDT e o PTB juntos") e da representação nas esferas municipal, regional, estadual e federal.

"Não queremos depreciar o PTB, que tem direito a postular a candidatura, mas fazer as devidas avaliações. Temos argumentos e queremos convencê-los disso", diz Spíndola.

Para Natan Chaves, vice-presidente do diretório municipal do PSDB, a negociação deve ocorrer antes de sábado, data em que os tucanos escolhem seu pré-candidato a vice. No páreo, estão os vereadores Edmundo Albuquerque e Toninho Garmes e o professor José Eugênio Chibebe.

O PTB, no entanto, só fala sobre coligação a partir de segunda-feira. Antes disso, o partido mantém a adoção da lei do silêncio, estratégia usada para evitar maiores especulações sobre as negociações realizadas pela legenda (leia texto nesta página).

Chaves argumenta que segunda-feira será tarde para os petebistas.

"Eles precisam se definir enquanto partido. Se até sábado eles não avaliarem sua postura, vai ficar difícil conversar. Nós não estamos nos impondo, mas exigindo uma definição", afirma.

O tucano lembra que não está querendo atropelar negociações, mas seguir um cronograma pré-definido pelo PSDB. "Primeiramente, optamos pela coligação. Agora, definiremos nosso pré-candidato a vice. Estamos indo por etapas, ao contrário do PTB, que não se manifesta. Eles estão perdendo o fio da história", avalia.

Chaves vai mais além nas críticas aos petebistas. Para ele, ao não emitir opinião, o PTB se mostra

"perdido no espaço e no tempo". "Eles querem sair como vítimas dessa história", dispara.

Para o tucano, o PSDB tem muitos argumentos para reafirmar seu direito a vice. Uma delas refere-se à representação do partido na Câmara Municipal, o mesmo ponto defendido pelo PTB. As duas legendas contam com três vereadores cada.

"É preciso lembrar que tanto o Roberto Bueno quanto o Rogério Medina eram do PSDB quando foram eleitos. Já o Paulo Agustinho era do PTB, que antes estava coligado com o PSDB, portanto, ganhou a eleição com o nosso apoio", argumenta.

Élio Busch, membro do diretório estadual do PSDB, diz que a vice é o mínimo que o PDT deve oferecer aos tucanos. "Temos a maior bancada de deputados na Câmara Federal. Além disso, o governador paulista e o presidente são do nosso partido", exemplifica.

Busch, que não tem direito a voto no diretório municipal, afirma que acompanhará decisão dos tucanos bauruenses, mas pensa que o histórico de luta do PSDB não pode ser esquecido no momento das negociações.

No sábado, às 10 horas, na sede do PSDB, 39 membros escolherão o pré-candidato a vice. Se a indicação não for acatada pelo PDT, os tucanos garantem que voaram rumo a negociações com novos partidos, entre eles, o PFL.