Concluído o inquérito que apura a morte da estudante
Texto: Rita de Cássia Cornélio
O delegado titular de Piratininga, Eduardo Sganzela, concluiu o inquérito que apura o assassinato da estudante Ludmila Ferreira da Silva, no final do mês passado. O inquérito foi encaminhado ao Fórum e aguarda-se a decretação da prisão provisória do namorado da vítima, Jeter Freitas, 23 anos, que confessou ser o autor dos disparos que a matou, já que a temporária vence hoje.
Uma das conclusões do delegado é que o crime foi premeditado. "Depois de ouvir testemunhas e observar o conteúdo das investigações concluí que Jeter Freitas premeditou o crime. Em função disso, pedi ao promotor que seja decretada a prisão temporária dele. Entendi que ele é perigoso e que deve permanecer preso até o julgamento", disse.
O interrogatório do acusado, segundo Scanzela, foi acompanhado pelo promotor de Justiça daquela cidade. "O depoimento foi acompanhado pelo promotor. Ele pode pedir a prisão temporária. Estamos aguardando a decretação, que deve acontecer até a meia-noite de hoje." Caso o juiz entenda de maneira diferente, Jeter deixará a prisão na manhã de sábado.
A arma usada pelo comerciante, que matou a namorada por ciúme, não apareceu e a delegacia pediu para que a Polícia Técnica confirme o calibre das balas encontradas no corpo da vítima. "Estamos aguardando quatro laudos. Um deles
é a confirmação do calibre do revólver usado pelo acusado. Queremos dirimir a dúvida. Jeter alega que atirou com um revólver calibre 22 e o Instituto Médico Legal (IML) alega que a bala era calibre 38", explicou o delegado.
Pai apela por Justiça
O pai de Ludmila, Élio Henrique da Silva, 44 anos, ainda muito abatido com a morte da filha, procurou o JC ontem
à tarde para fazer um apelo às autoridades judiciais.
"Peço que o juiz e as autoridades analisem muito bem esse caso e conceda a prisão provisória de Jeter Freitas, que confessou ter matado milha filha. Quero Justiça", disse.
Silva contou que foi internado, em estado de choque, após saber que sua filha fora morta. Ele ficou dez dias no hospital e agora, apesar de afirmar que ainda está sofrendo muito, está concentrando forças para pedir a condenação do namorado de sua filha. "Meu filho de 11 anos pergunta, todos os dias, se ele (Jeter) ainda está preso. Esse rapaz não pode sair assim da cadeia. Quero Justiça", ressaltou.