Contur quer inventário turístico de Bauru
A cidade pretende ter o seu inventário turístico, ou seja, balanço de todo o patrimônio com potencial de interesse para o setor. A proposta será viabilizada a partir de iniciativa do Conselho Municipal de Turismo (Contur), ligado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico
(SDE). Para isso, deverá acionar setores relacionados, como a Universidade do Sagrado Coração, que mantém curso de Turismo.
O presidente do Contur, Walace Garroux Sampaio, diz que a limitação de gastos em R$ 9,4 mil, aprovada pela Câmara Municipal inviabiliza o convênio de assessoria turística, a ser firmado com o Sebrae, para poder iniciar os trabalhos que irão definir os traçados do Projeto Regional de Turismo Central. O custo do projeto, já subsidiado pelo Sebrae é de R$ 18,8 mil, como era o projeto enviado pela Prefeitura.
Nesta quinta-feira, os membros do De acordo com Sampaio, o objetivo do Conselho é agilizar ao máximo as discussões e ações das quais dependem o traçado do Projeto. Porém, as pendências que dificultam a aprovação do convênio com o Sebrae estão emperrando o desenvolvimento dos trabalhos. A reunião foi coordenada por Sampaio, Renato Cardoso e Roberto Rufino, ambos da SDE.
A proposta do Contur, segundo o presidente, é organizar turismo receptivo em Bauru com geração de renda e de empregos. Mas, para que as primeiras metas sejam definidas,
é preciso ser feito um levantamento das potencialidades da cidade para o turismo. "Não adianta pensar em turismo e começar a fazer propaganda de Bauru sem saber o que se pode oferecer. É preciso ter produtos para oferecer aos turistas. Para isso, existe esse projeto de atuar em parceria com o Sebrae, que irá levantar os potenciais que a cidade tem, os caminhos que se deve seguir e planejar uma ação para que se tenha, efetivamente, turismo receptivo", diz Sampaio.
De acordo com ele, desde o ano passado, quando o Contur foi formado, existe a proposta de fazer um convênio com o Sebrae e um com a USC para que seja elaborado um inventário turístico com tudo o que Bauru dispõe e que pode ser utilizado como turismo, como capacidade hoteleira, meios de transporte, enfim, tudo o que é necessário para oferecer um turismo de qualidade. "Sem um levantamento técnico que descubra os potenciais e os pontos nos quais podemos atuar, nós não vamos conseguir desenvolver turismo receptivo. O trabalho com o Sebrae visa justamente isso", observa Sampaio.
O maior impasse que o Contur tem para enfrentar é em relação ao Projeto de Lei nº 21/00, que trata do convênio entre Prefeitura e Sebrae. A dificuldade, segundo Walace Sampaio, está na aprovação do orçamento. "A Prefeitura enviou um Projeto de Lei para que a Câmara Municipal autorizasse esse convênio. O projeto do Sebrae custa R$ 18,8 mil, será desenvolvido ao longo de um ano e as parcelas vão sendo pagas conforme são atingidas, ou seja, em doze meses, inicialmente. Porém, foi dada a aprovação com uma limitação de gastos de R$ 9,4 mil, mas isso inviabiliza o projeto, porque não existe como dividir o orçamento. O contrato a ser assinado é pelo valor total do projeto", afirma o presidente do Contur.
De acordo com ele, o projeto tem esse custo porque é subsidiado pelo Sebrae. Se fosse feito por uma empresa privada, o valor seria bem mais alto. Agora, os membros do Contur esperam que a Prefeitura encontre uma solução rápida para viabilizar a assinatura do contrato com o Sebrae. Somente depois disso é que o Conselho poderá começar a trabalhar, efetivamente.
"Vou procurar a Câmara para mostrar a importância desse convênio. Não é possível que pessoas de boa vontade, seja do Executivo ou do Legislativo, não encontrem a solução para isso", diz Walace Sampaio. (PZ)