07 de julho de 2026
Geral

Volta às aulas

Ieda Rodirgues
| Tempo de leitura: 2 min

Reposição na rede estadual vai até janeiro

Texto: Ieda Rodrigues

A reposição de aulas nas escolas estaduais que fizeram greve será feita nos recesso de julho e dezembro e nas férias de janeiro, apesar de o Sindicato dos Professores da Rede Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) já ter se manifestado contra trabalhar durante as férias de janeiro. O calendário de reposição foi definido através de Resolução da Secretaria Estadual de Educação, publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira.

A dirigente regional de Ensino, Edinéa Sita Cucci, informou que a Secretaria Estadual de Educação definiu que vai pagar pelas aulas repostas, no entanto, vai descontar os dias parados dos salários dos grevistas. Na semana passada, o diretor e coordenador da Apeoesp de Bauru, Duílio Duka de Souza, disse que se os dias parados forem descontados dos salários a ser pagos no início de julho, os professores entram em greve novamente.

Caso os professores não queiram fazer a reposição de aulas, serão contratados profissionais eventuais, de acordo com Edinéa. "Se o professor não quiser repor, não há problema. Vamos contratar professor-substituto", disse ela. Agora, o calendário de reposição será referendado pelos conselhos de escola, mas eles não têm autonomia para fazer outro cronograma, como aprovar aulas de reposição aos sábados, por exemplo.

O número de aulas a repor varia de professor para professor

- depende de quantos dias ele ficou em greve. Portanto, há casos que a reposição não precisará entrar em janeiro, terminando antes, e outros que vão precisar

- a greve dos professores começou no dia 4 de maio e terminou na semana passada, mas o período de paralisação variou.

A dirigente de Ensino disse, também, que, como os professores não aceitaram a proposta da Secretaria de Educação, o abono que varia de R$ 48,00 a R$ 80,00 - dependendo da carga horária do professor - não será pago.

Unesp

A estimativa é que mais de 90% dos alunos do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) retomaram às aulas ontem, após 50 dias de greve, que terminou na sexta-feira passada. O calendário de reposição na Unesp ainda está sendo definido, mas a previsão é que o primeiro semestre só termine no final de agosto.