07 de julho de 2026
Geral

Abortivo

Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Camelô é acusado de vender abortivo

O produto que só pode ser vendido com indicação médica estaria sendo comercializado ilegalmente pelo ambulante

A Delegacia de Investigação Sobre Entorpecente (Dise) de Jaú prendeu ontem um vendedor ambulante acusado de vender Citotec, um medicamento tido como abortivo e cuja recomendação para uso é uma função exclusiva de médicos. Os policiais apreenderam ainda 5 comprimidos.

De acordo com a Dise, cujo delegado titular é Luverci da Costa Mello, a polícia já havia recebido denúncias de que Valdemir Cruzeira, 48 anos estaria comercializando indevidamente o medicamento, por isso providenciou autorização junto à Justiça para uma busca na banca e residência do camelô.

Ontem de manhã, durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais foram então até a banca do vendedor ambulante, nas proximidades do terminal rodoviário, e numa revista pessoal apreenderam quatro comprimidos. Na banca foi apreendido mais um.

Ainda segundo apurações da polícia, o medicamento era trazido do Paraguai onde o acusado estaria pagando aproximadamente dois dólares em cada comprimido. Ainda segundo investigações da polícia, o produto estaria sendo comercializado por um preço muito acima daquele pago no país vizinho.

Vender esse tipo de medicamento nessas condições ilegais, segundo o delegado seccional de Jaú, Antonio Benedito Valencise, é considerado crime hediondo cuja pena, em caso de condenação, varia de dez a 15 anos de prisão, de acordo com a Lei 9677-98. Depois da elaboração do flagrante, o acusado foi levado para a cadeia onde aguarda decisão da Justiça.

Essa não é a primeira vez que a polícia de Jaú faz apreensão do medicamento. Em julho do ano passado, dois irmãos foram detidos e os policiais apreenderam ainda 10 comprimidos.