Tuim é eleito em consenso para a presidência do PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) deu, ontem, a primeira demonstração de que as divergências internas podem ser superadas visando a participação na eleição deste ano. A avaliação é do vereador José Carlos Batata, após o partido escolher Wilson Batista Ferreira, o Tuim, para presidir interinamente a legenda, após Estela Almagro ter se licenciado para se dedicar à candidatura
à prefeita da cidade.
Segundo os representantes da ala petista comandada por Batata e Estela Almagro, o nome de Tuim saiu de um consenso. A licença de Estela Almagro da presidência não era obrigatória, pelo estatuto do PT, mas a decisão foi feita para que o partido possa concentrar as atenções na eleição, em torno de Estela. Wilson Batista Ferreira terá a missão de aglutinar as diferentes correntes petistas, em Bauru, e de ampliar as possibilidades de formação de uma ampla frente de esquerda.
Tuim, como é conhecido, argumentou que, além da capacidade de aglutinar tendências diferentes dentro da legenda, tem a seu favor o fato de não ser candidato a nenhum cargo na eleição deste ano, o que, em sua opinião, o deixa à vontade e com mais tempo para cuidar da situação partidária. "O Tuim foi escolhido em comum acordo com as diferentes tendências, numa escolha tranquila, com a participação de representantes de todas as alas no diretório, formado por 21 membros. O Tuim tem as condições para aglutinar as diferentes tendências", disse Batata.
Perguntado sobre o tempo de permanência na presidência interina do PT, Wilson Batista Ferreira (Tuim) argumentou que
"é para mais de um ano, já que esperamos ajudar a eleger a Estela prefeita da cidade". O PT realiza no próximo domingo, dia 25, um curso de formação de candidatos a vereador. Somente o partido já tem 22 pré-candidatos. A proposta é somar os nomes do PT aos do PSTU na aliança que pode trazer outras legendas. É o caso do PC do B.
No dia 27 de junho, o PT vai realizar a última reunião do diretório municipal antes da convenção. Neste encontro, considerado decisivo, o partido quer definir todas as questões pendentes, como vice na chapa com Estela Almagro e partidos que formam a aliança. Dia 29 de junho será feita a convenção, um dia antes do prazo fatal estipulado pela lei eleitoral. O PT entende que reúne as melhores condições para atrair partidos de perfil de centro-esquerda e esquerda para uma aliança. Um dos possíveis fatos que fortaleceriam essa avaliação é a coligação do PPB com o PSB de Tuga Angerami. (NG)