07 de julho de 2026
Geral

Acidente

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Carro entra na casa e por sorte não fere crianças que dormiam

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Um verdadeiro milagre salvou duas crianças que dormiam no quarto da residência localizada na quadra 2 da rua Orlando Querubim, no Núcleo Bauru 2000, ontem pela manhã. Um dos meninos ficou embaixo do Monza placas BPV 3009, de Bauru que, descontrolado, entrou na casa. A outra criança ficou atrás da porta do quarto.

Por pouco não aconteceu uma tragédia, confessa a mãe das crianças, Márcia Regina Ferreira.

"No quarto dormem mais dois filhos meus. Como eles estão em idade escolar e meu marido ia viajar, eles foram para a casa de minha mãe no núcleo Gasparini. Se eles estivessem dormindo, o carro teria passado sobre eles."

O acidente aconteceu por volta das 6 horas da manhã. O Monza entrou na residência porque seu condutor, Jairo Pinto Mendonça, 45 anos, sofreu um ataque epilético (demaiou) e perdeu o controle do veículo. Parte do carro ficou no interior do quarto onde dormiam duas crianças menores.

Márcia Regina Ferreira, mãe das crianças, contou que estava dormindo quando ouviu um barulho estranho. "Meu marido havia acabado de sair para viajar. O Gyson Marcel de Almeida, 10 anos e o Mateus Augusto de Almeida, 2 anos dormiam no quarto ao lado do meu. Quando ouvi o barulho, corri para o quarto deles", disse.

A sorte, segundo a mãe, é que o colchão de casal, usado pelos meninos que estavam fora ficou encostado na parede lateral, onde o carro entrou. "Eu vi só uma luz forte entrando pela sala. Tentei abrir a porta do quarto e não consegui. Vi e ouvi o Mateus chorando. Ele estava apavorado atrás da porta. O Gyson estava embaixo do carro. O colchão amorteceu o impacto do carro e ele não foi ferido", explicou.

Para retirar o menino debaixo do carro, a dona de casa contou com a ajuda de vizinhos. "Meu vizinho correu quando eu comecei a gritar. Ele me ajudou a retirar o Gyson. Ele ficou muito assustado. Os dois foram para a casa de minha mãe", afirmou.

Pessoas com labirintite, epilepsia e diabetes precisam ter cuidado

Texto: Ieda Rodrigues

Motoristas que têm labiritintite, epilepsia, diabetes, pressão arterial alta, doenças psiquiátricas ou que estejam usando algum remédio precisam estar atentos a sintomas adversos e, em alguns casos, deixar de dirigir temporariamente para não correr o risco de envolver-se em acidentes de trânsito. Por isso, o motorista, até os 65 anos, passa por exame médico a cada cinco anos para renovação da Carta Nacional de Habilitação (CNH). Depois dessa idade, a cada três anos ou períodos ainda menores, de acordo com a avaliação do médico do trânsito.

O médico do trânsito Nilton Carlos Busch explicou que quem sofre de labirintite precisa ter o bom senso de não dirigir quando estiver sentindo os sintomas da doença (náusea, desequilíbrio e tontura) porque pode perder a noção de equilíbrio e ficar momentaneamente sem condições de dirigir. Mesmo que o motorista esteja em tratamento, não deve dirigir porque os remédios podem provocar sonolência, o que também representa risco de causar acidentes.

Outra doença que também pode levar a acidentes de trânsito é a epilepsia, porque o motorista pode perder os sentidos. O motorista que tem a doença só pode voltar a dirigir um ano após ter parado de tomar a medicação, já que os remédios causam sonolência.

Conforme explicou Busch, não é aconselhável o epiléptico dirigir profissionalmente se a doença se manifestou após os 4 anos de idade. No exame para tirar ou renovar a CNH, o médico, além de perguntar se a pessoa já apresentou algum sintoma, faz um teste simples, mas que pode detectar a labirintite.

Já a epilepsia, o exame médico de trânsito não tem condições de diagnosticar. Portanto, cabe ao motorista ou candidato a motorista ter o bom senso de contar sobre sua condição de epiléptico quando perguntado pelo médico.

O exame médico de trânsito em idosos é mais amplo, incluindo uma avaliação motora, para verificar as condições de movimentação dos braços e pernas, e da força das mãos do motorista, explicou Busch. Outro cuidado que os médicos de trânsito precisam ter com relação aos idosos é questionar sobre os medicamentos que porventura estejam usando, pois podem provocar sonolência.

Os diabéticos, principalmente os que fazem uso de insulina, precisam estar atentos aos sintomas da doença ao dirigir. Busch explicou que o risco é quando ocorre hipogrossemia

(falta de açúcar no sangue que leva à queda de pressão e até ao desmaio). A esses motoristas, os médicos orientam que tenham sempre no veículo uma barra de chocolate ou um doce, para comer quando apresentar os sintomas.

Motoristas que têm hipertensão arterial também precisam estar atentos aos sintomas da doença porque podem sentir tonturas e até sofrer um Acidente Vascular Cerebral

(AVC). Busch também chama a atenção para os cuidados que os motoristas que sofrem de problemas psiquiátricos precisam ter não só pela doença, mas também devido aos medicamentos para essas doenças e que podem provocar sonolência.

Mas as doenças mais graves, que causam o maior número de acidentes de trânsitos, ressalta Busch, é o alcoolismo e a dependência de entorpecentes. Se o médico de trânsito detectar o alcoolismo, por exemplo, durante o exame, o paciente é encaminhado para tratamento e é considerado temporariamente inapto para dirigir.