Semma distribui panfletos sobre coleta de lixo inorgânico
Texto: Erika de Lima
Mesmo não tendo maquinários suficientes para fazer a coleta seletiva de lixo inorgânico, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) está preocupando-se em conscientizar a população e está distribuindo panfletos explicativos para isso. A idéia é fazer com que as pessoas passem a separar em casa ou mesmo em estabelecimentos comerciais o lixo orgânico, como restos de alimentos, do inorgânico como metais, plásticos, vidros e papéis. Além disso, o objetivo é que as pessoas se interessem a levar o lixo inorgânico nos pontos específicos de coleta, como em algumas escolas e instituições
(veja quadro abaixo).
Os panfletos são explicativos e ensinam como separar o lixo reciclável do não reciclável, e como acondicioná-lo para o momento da coleta. Esse material também mostra algumas curiosidades como o tempo de composição de alguns materiais e aponta diferenças entre material não reciclável, rejeitos e lixo orgânico. Esses tipos de lixo não devem ser colocados para a coleta seletiva. São considerados materiais não recicláveis as cerâmicas, pratos, tocos de cigarro e isopor. Os rejeitos são tidos como lixo de banheiro, fraldas descartáveis e absorventes higiênicos. Já o lixo orgânico são cascas e bagaços de frutas, folhas secas, cascas de ovos, entre outros, que devem ser recolhidos para o caminhão de lixo convencional.
Apenas dois caminhões são utilizados para esse tipo de coleta, um foi trocado recentemente pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) porque era muito antigo e sempre estava quebrado. Já o outro é cedido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e está nas ruas.
O titular da Semma, Luiz Pires, acredita que o resultado da coleta seletiva só consegue tornar-se positivo se houver um preparo da população antecipadamente. "É preciso preparar as pessoas quando há um novo trabalho, para só depois vermos os bons resultados", afirma.
Atualmente, com os dois veículosda secretaria trabalhando, só 32% da cidade recebe a visita dos transportes da coleta seletiva. Segundo Pires, não há possibilidade de aumentar o número de coletas, porque isso demanda funcionários e caminhões. Devido a essa situação a Semma também pede a colaboração da população, que pode fazer a seleção do material e, se puder, encaminhá-lo até os pontos de coleta.
"Primeiramente distribuímos os panfletos em toda a cidade, para irmos conscientizando aos poucos. Depois partirmos para um trabalho mais efetivo como a coleta em si", ressalta o secretário.
Ele pretende que, futuramente a coleta possa atingir mais uma parcela de Bauru. Hoje, são 250 mil toneladas de lixo, entre orgânico e inorgânico, levados ao aterro sanitário diariamente. Sendo que 87.500 toneladas são de lixo inorgânico e apenas 9.380 são levadas à Central de Reciclagem da cidade.
Essa central permite gerar emprego para cerca de 35 catadores, que fazem a seleção do material reciclável, para se manter.
Coleta é feita uma vez por semana, por região
A coleta seletiva de lixo inorgânico é realizada uma vez por semana em todas as zonas da cidade. De acordo com Pires, os materiais recicláveis são recolhidos desde o Shangri-lá até o Núcleo Geisel. "Em todas as zonas há um ponto em que o caminhão passa e recolhe o material", relata.
Só no mês de abril 66.365 toneladas de "lixo" reciclável deixaram de ir para o aterro sanitário. Toda segunda-feira, pela manhã, são realizadas coletas na Vila Seabra e à tarde no Altos da Cidade. Na terça-feira de manhã são os bairros Araruna, Eldorado e Dutra e no período da tarde o Núcleo Mary Dota que recebem a visita. A coleta, na quarta de manhã, é feita no Jardim Bela Vista e à tarde no Núcleo Geisel. Enquanto que na quinta-feira, pela manhã, é a vez do Jardim Panorama e Brasil e à tarde do Núcleo Mary Dota e Beija-Flor. Já a sexta-feira fica para o Otávio Rasi e os postos de entrega.