Em Confiança Leonardo de Brito FIM DO SONHO Vi o primeiro tempo no BAC, ao lado dos palmeirenses Pedro Macéa, Tunina e Carlão, entre outros. Mas prestei mais atenção na transmissão do segundo tempo. De qualquer forma, deu para a gente notar que o Palmeiras não esteve bem e o título conquistado pelo Boca Juniors acabou sendo merecido. O árbitro anulou um gol do Boca ao marcar impedimento de Schelotto, que pegou uma rebatida de Galeano e, ainda assim, não estava impedido, já que Rogério dava condições legais ao atacante. Em compensação, houve um pênalti legítimo em Asprilla que o juiz não marcou. Apesar do bom resultado na partida de ida - o empate em 2 a 2 no Estádio La Bombonera - o Alviverde não entrou em campo com o espírito de favorito. Nervoso, com Alex jogando mal e Marcelo Ramos perdido entre os zagueiros argentinos, o time de Luís Felipe Scolari não se encontrou em campo na primeira etapa e permitiu ao Boca Juniors o domínio das ações ofensivas. Só que o Boca pecava nas conclusões. O Palmeiras melhorou no segundo tempo, mas com o adversário perdido em campo, sem conseguir impor o mesmo ritmo do primeiro tempo, o Verdão pressionava, sem conseguir converter em gol as boas chances criadas. Apesar do maior domínio palmeirense, a equipe platina se organizou e passou a procurar os contra-ataques, freando o ímpeto ofensivo dos brasileiros. Vale lembrar uma bola que os argentinos mandaram na trave, o suficiente para a partida ficar equilibrada e a torcida palmeirense, intranqüila. Justificável, já que as duas equipes passaram a jogar os minutos restantes com mais precaução - a disputa de pênaltis se aproximava. E a fita teve um final triste: o sonho palmeirense de ser campeão mundial acabou nos pênaltis. SHOW DO PEIXE A inspiração e a eficiência de Caio e Dodô deixaram o Santos com um pé nas semifinais da Copa do Brasil. Caio deu os passes para os dois primeiros gols de seu time, ambos de Dodô, e fez os outros dois que completaram os 4 a 0 sobre o Flamengo, quarta-feira, na primeira partida das quartas-de-final. O alvinegro praiano pode até perder por três gols de diferença no jogo de volta, neste sábado na Vila Belmiro, que estará classificado. Além do show em pleno Maracanã, o Peixe carimbou as faixas do bicampeão carioca. Por sinal, em nenhum momento o Flamengo pareceu o time que foi campeão estadual derrotando o Vasco nas duas partidas das finais. Faltaram raça e criatividade, coisas que sobraram ao Santos, que não se abateu com a perda do título paulista para o São Paulo. MUITA FÉ Os jogadores do Noroeste, treinador, dirigentes e torcedores estão levando muita fé na classificação. Todos acham que a equipe vem se entrosando e ganhando confiança cada vez mais, mas precisará ser bastante ofensiva. Lembramos que se o Norusca vencer por 2 a 0 em Bauru, poderá perder por 1 a 0 em Garça. Claro que será difícil fazer dois gols no Azulão, time mais eficiente até aqui na Série A-III, mas também não será nada fora do comum. Também levo fé em Cilinho e sua turma. EDUCADO O maior acionista da Fiat e da Ferrari, o italiano Gianni Agnelli, que também é presidente da Juventus de Turim, disse que Rubens Barrichello tem muita educação. Os elogios foram devido ao respeito do pilolto brasileiro às ordens da equipe durante o Grande Prêmio do Canadá, disputado domingo Montreal: quando ocupava a segunda colocação, Rubinho não forçou a ultrapassagem sobre Michael Schumacher, seu companheiro de Ferrari. Agnelli disse que não existem mais ordens por parte das escuderias, apenas uma disciplina, não escrita, que deve ser respeitada. O alemão teve problemas e até poderia ser superado, mas Rubens Barrichello, que é um homem bem educado, soube respeitar a situação.
FINAL DOMÉSTICA Vasco e Flamengo disputam esta noite, no Maracanãzinho, a primeira partida da decisão do 11º Campeonato Nacional de Basquete Masculino. As duas equipes chegam à final em situações diferentes. O Vasco precisou de cinco jogos para vencer, na semifinal, o Franca/Marathon por 3 a 2, enquanto o Flamengo derrotou o Uberlândia/Unit por 3 a 0. Na fase de classificação, os vascaínos tiveram a melhor campanha dos quatorze participantes, com 47 pontos (21 vitórias e 5 derrotas). Já os rubro-negros ficaram em terceiro, com 44 pontos (18 vitórias e oito derrotas).
Na história do Nacional, Vasco e Flamengo se enfrentaram seis vezes, com quatro vitórias para o time de São Januário e duas para o clube da Gávea. O Flamengo ganhou no turno por 102 a 92 e o Vasco levou a melhor no returno: 110 a 102. O Flamengo disputa a competição pela sétima vez e o quinto lugar em 96 foi sua melhor classificação. O Vasco participa pela quinta vez e teve no vice-campeonato de 99 seu melhor resultado. A final terá o duelo dos melhores cestinhas do campeonato: Oscar, do Flamengo, com 5.620 pontos e Rogério, do Vasco, com 5.130 pontos. RIVALIDADE Os torcedores do Boca Juniors dedicaram a conquista da Libertadores ao River Plate, seu maior rival. "Chora galinha agora" foi o grito preferido na festa, em alusão aos torcedores do River, que chegaram a fundar uma torcida para apoiar o Palmeiras. Depois da noite inteira de comemorações, em meio ao frio de um grau abaixo de zero, centenas de boquenses receberam os campeões pela manhã. Quando o Vasco decidiu em Tóquio o Mundial Interclubes com o Real Madrid, os flamenguistas fundaram a Fla-Madrid, para torcer contra o time de São Januário, enquanto alguns corintianos torceram contra o Palmeiras na decisão de quarta-feira. E para nossa redação, telefonaram ontem pela manhã, perguntando porque não saiu o pôster do Boca. Acho legal esse tipo de gozação. Só não concordo com violência e ofensa verbal entre torcedores rivais. Afinal, futebol é apenas um esporte. Ofender os outros por causa de futebol é ignorância.
BOTA FORA O BAC Esporte não acontecerá hoje, como informamos, e assim na próxima sexta-feira. Será o bota fora de todas as modalidades esportivas de Bauru que participarão dos Jogos Regionais, no mês que vem em Jaú.