07 de julho de 2026
Geral

Homicídio

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Brotas investiga fuga e morte de presas

Dois corpos de mulheres foram encontrados no domingo, após denúncia, sob uma ponte, na zona rural de Brotas

A Polícia Civil de Brotas e a Delegacia Seccional de Rio Claro estão investigando a morte de duas mulheres, supostamente duas detentas que haviam sido resgatadas recentemente, juntamente com outras duas presas, do presídio feminino de Brotas.

Os corpos foram encontrados no final da tarde do último domingo, dia 25, já em estado de decomposição, debaixo de uma ponte a cerca de 15 quilômetros do centro de Brotas.

A suspeita, segundo o delegado Francisco Teles, é de que as presas Sílvia Helena Veitieka, 35 anos, e Margarete Cristiane Viola, 22, foram mortas durante um acerto de contas, logo após o resgate, que ocorreu no dia 17 último, na cadeia de Brotas. Mas a confirmação depende de um laudo do Instituto Médico-Legal (IML), de Rio Claro, que deve ficar pronto em 15 dias.

As outras duas presas que foram resgatadas junto com Sílvia e Margarete são Arlene Teresinha Buck Gonçalves, 33 anos, e Telma Antonia de Assis, cuja idade não foi informada.

Entre os suspeitos das mortes estão as outras duas fugitivas e também as pessoas que as resgataram. Sílvia e Margarete eram suspeitas de envolvimento na morte de uma empresária e seu filho, de 5 anos, em janeiro de 1999, em Pirassununga.

Segundo a polícia, só os exames necroscópicos devem apontar a causa da morte das mulheres que, apesar do adiantado estado de decomposição, não aparentavam ferimentos a bala ou faca. Numa suposição, a polícia levanta a possibilidade das mortes terem ocorrido por asfixia mecânica.

De acordo com o delegado, a polícia foi acionada por populares que estranharam o mau cheiro exalado nas proximidades da ponte. Até ontem, as duas outras fugitivas resgatadas junto com Sílvia e Margarete ainda não haviam sido recapturadas.