08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Entrelinha

Foi conferir

A candidata à Prefeitura pelo PT, Estela Almagro, foi logo de manhã conferir junto à população o efeito de sua detenção civil, anteontem. Andando pelo Calçadão, percebeu que o argumento utilizado nas entrevistas, de ser uma pessoa como outra qualquer e ter dívidas como todo mundo, colou bem. Ela disse que recebeu votos de solidariedade, flores e até oferta de empréstimos.

Efeito inverso

Esse possível efeito positivo da prisão de Estela surpreendeu os petistas. Para eles, quem ainda não conhecia Estela como candidata à Prefeitura, agora já a identifica como tal. Junto à população, avaliam, a detenção a vitimizou. Com base nisso, os petistas já articulam um novo slogan para a campanha, será "O tostão contra o milhão".

Em Botucatu...

O diretório municipal do PT em Botucatu negou, ontem, que iria realizar uma reunião para avaliar o efeito da prisão civil de Estela em relação à candidatura de Antônio Mário Ielo à Prefeitura daquela cidade. "Não há necessidade porque o caso refere-se a assunto pessoal, sobre o qual nos solidarizamos com Estela", diz Valdemar Pinho, vice-presidente do PT em Botucatu.

Surpresa

Entre os telefonemas, telegramas e faxes de solidariedade recebidos ontem, estão os de Nilson Costa (PPS) e de Pedro Tobias

(PDT). De Pederneiras, o prefeito e candidato à reeleição Rubens Cury (PSDB) também expressou seu apoio. Pedro Valentim

(PST) também pediu para registrar sua solidariedade.

Média das reações

Pelas reações observadas em vários setores, fica a nítida impressão de que o PT até pode ter obtido a vitimização que buscou, mas apenas nas camadas mais humildes da população. Os setores de pessoas com uma visão mais crítica não se comoveu e, pelo contrário, viu na incapacidade de Estela e de Batata em assumir e administrar uma dívida pessoal um sério obstáculo para quem se propõe a governar um orçamento de R$ 110 milhões.

Transparência I

Algumas ações administrativas ainda são pouco conhecidas da população. Que bom seria, por exemplo, se o resultado de licitações saíssem no Diário Oficial com detalhes sobre os preços, quantidades ou medidas, fornecedor etc. Outra necessidade é tornar público o relatório final das sindicâncias. O povo tem direito de saber como andou uma apuração.

Transparência II

A eleição deste ano, aliás, é uma excelente oportunidade para que os candidatos a prefeito incluam em suas propostas medidas que visam facilitar o acesso a informações oficiais. Afinal, nada mais natural que o representante do bem público forneça dados sobre receita diária, fluxo de caixa, obras e fornecedores pagos, prioridades de governo.

Organizado

O PPB foi o primeiro partido a entregar o livro de ata no cartório eleitoral, anteontem, contendo a informação de aliança com o PL. Foi especulado que a aliança "Mais Bauru" teria sido modificada, com todas as legendas juntas em uma única chapa. Entretanto, isso não aconteceu.